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A indústria de seguros está realmente preparada para o futuro?

Por: Bill Coutinho 21/03/2016

Com o surgimento de novas tecnologias digitais e a IoT se difundindo rapidamente, inovação passa a ser prioridade para que as seguradoras saiam na frente para atualizar seus modelos de negócio e assim ganhar novos mercados e aumentar a lucratividade.

Durante muito tempo, a indústria de seguros viveu um período de estabilidade e de poucas mudanças. O seguro residencial, por exemplo, sofreu poucas alterações desde sua criação, relacionada com o grande incêndio ocorrido em Londres no ano de 1666. Agora, as mesmas tecnologias que estão impactando profundamente a vida de todos nós também vão exigir grandes mudanças nas seguradoras.

Para que as seguradoras tenham sucesso nessas transformações, é preciso que TI e negócios caminhem juntos. Essa aproximação exige, em primeiro lugar, a compreensão do impacto que as tecnologias exponenciais – aquelas em que tanto o crescimento do desempenho, quanto a queda dos preços variam exponencialmente – estão causando em nossas vidas.

O conceito de tecnologias exponenciais foi desenvolvido em meados da década de 1970, por Gordon E. Moore, co-fundador da Intel, ao escrever um artigo baseado nas suas observações da indústria concluindo que o número de transistores em um processador dobraria, em média, a cada dois anos mantendo o mesmo custo ou com um custo ainda menor. A teoria ficou conhecida como Lei de Moore.

Tecnologias exponenciais são incipientes e costumam ter pouca visibilidade no início. No entanto, chega um momento de inflexão em que há uma grande mudança e, a partir daí, começam a crescer rapidamente e se tornam cada vez mais populares. Os smartphones são um ótimo exemplo: quanto mais avançados se tornam, mais acessíveis ficam.

Entre os exemplos de tecnológias exponenciais que ainda vão se popularizar estão a IoT (Internet of Things) e Machine Learning. Com a adoção em larga escala dessas tecnologias, muita coisa vai mudar para a indústria de seguros. Carros e casas conectadas, por exemplo, vão permitir análises de risco constantes e em tempo real, e, ao mesmo tempo, estarão vulneráveis a ataques de hackers capazes de viabilizar assaltos e furtos.

Onde há tecnologia, existe a chance de ataque cibernético. Para evitar os riscos relativos a possíveis investidas, é preciso inovar. A boa notícia é que, para inovar, nem sempre são necessários altos investimentos. Tecnologias como cloud, que proporciona uma infraestrutura escalável e barata, e machine learning, capaz de auxiliar na análise de grandes volumes de dados, estão cada vez mais acessíveis. Aliadas a métodos ágeis de criação de software, essas tecnologias permitem inovar em passos controlados, mantendo os riscos sob controle.

Para passar com sucesso pela transformação digital, executivos das companhias de seguros precisam adotar um novo mindset. Acima de tudo, é necesário planejar para inovar e manter em mente que alguns elementos comuns em modelos de gestão mais tradicionais, como retorno sobre investimento, precisam ser relativizados para não inibir a experimentação e, consequentemente, a inovação.

Toda grande transformação traz riscos. Para minimizá-los, a indústria de seguros precisa se manter atualizada e trazer a TI para dentro do negócio. Só assim será possível transformar oportunidades em resultados concretos.

 

Texto publicado em 21/mar/16 na CIO Magazine.

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