Dextra

Você pensa como profissional digital?

Um novo salto evolutivo acontece neste momento no mercado de trabalho. A difusão de uma série de novas tecnologias obriga o profissional a mudar a sua forma de ver os negócios e buscar resultados – porque isso se torna crucial para cada organização e cada equipe. A lista de novidades inclui BigData, computação na nuvem, internet das coisas e inteligência artificial.

A preocupação atingiu em cheio a cúpula das empresas. Entre 400 executivos-chefes entrevistados pela consultoria KPMG nos Estados Unidos, a metade se mostrou preocupada com a qualidade dos dados que usa para tomar decisões. E, na lista de prioridades, disparou para terceiro lugar garantir que os negócios se baseiem dados sólidos, em vez de se ater simplesmente às fórmulas habituais (essa preocupação não ficava nem entre as dez primeiras, em pesquisas anteriores). Se isso virou prioridade para a cúpula, deve se tornar prioridade também para todo profissional que queira ser valorizado.

O fenômeno foi batizado, na falta de um nome mais inspirado, como “transformação digital”. A expressão define esse novo salto evolutivo, em que não basta ao profissional conhecer tecnologias ou aplicá-las aos negócios tradicionais – ele precisa usá-las para transformar ou criar os procedimentos internos e a busca por resultados. Tem mais a ver com um jeito de pensar e trabalhar do que com conhecimento técnico.

A falta de pessoal adaptado à transformação digital cria uma oportunidade para os mais atentos. Profissionais que combinem a formação correta com a atitude correta não são facilmente encontrados no mercado. O efeito se intensifica nas posições que têm de lidar diretamente com a tecnologia, para fornecer as ferramentas aos colegas de outras áreas da empresa ou a clientes. As empresas de TI, diretamente afetadas pela nova onda, desdobram-se para garimpar bons talentos e dar conta da demanda.

A Dextra, sediada em Campinas, no interior de São Paulo, cria e desenvolve produtos digitais para internet, celulares, computação em nuvem e serviços para banco de dados. O volume de trabalho dobrou por lá, e as contratações estão em alta. Em 2016 a empresa tinha 116 funcionários e a expectativa é terminar 2017 com o dobro disso.

“A transformação digital abriu um enorme mercado para nós”, afirma Luiza Coelho, gerente de recursos humanos.

A empresa tem 26 posições abertas à espera de profissionais. Uma das principais demandas é encontrar desenvolvedores de aplicativos móveis, designers e especialistas em experiência do usuário. Essa é só a crista mais visível da onda. Em breve, todos os tipos de profissionais interessados em ascender terão de aprender a surfá-la.
Fonte: Anuário Época, Melhores Empresas Para Trabalhar: Você pensa como profissional digital?
Notícia publicada em: 29/08/2017
Autor: Mauro Silveira

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