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Como a Cloud Computing pode te salvar da crise

Por: Felipe Pereira 11/07/2016

O que é Cloud Computing?

Cloud Computing, ou Computação em Nuvem, é o nome dado para os recursos computacionais oferecidos como serviço, por algum fornecedor de tecnologia, através da Internet.

Existem três tipos de ofertas principais:

Infrastructure as a Service (IaaS): É quando o fornecedor oferece máquinas (servidores), discos, redes virtuais, armazenamento de dados ou qualquer outro recurso de infraestrutura como um serviço através da Internet. Isto significa que estes recursos ficarão fisicamente nos Data Centers do fornecedor e você terá acesso exclusivo aos mesmos, como se fossem seus (o que de fato são).

Platform as a Service (PaaS): É um nível acima do IaaS. Aqui temos uma infraestrutura por baixo, mas além dela temos algum tipo de serviço configurado. São exemplos de PaaS: bancos de dados, DNS, FTP, Single Sign On, etc. Neste nível de serviço você adquire uma plataforma pré-configurada e pronta para o uso (por exemplo: você pode adquirir um banco de dados rodando normalmente e pronto para receber conexões). Mais uma vez, os recursos são exclusivos e outros usuários não terão acesso aos seus dados.

Software as a Service (SaaS): Esta é talvez a sigla mais famosa das atuais ofertas de Cloud. Ela significa adquirir toda uma solução como serviço, ou seja, ao invés de você comprar máquinas e adquirir licenças para rodar um sistema ERP, por exemplo, você pode simplesmente “assinar” um sistema como serviço e utilizá-lo via Web. Este sistema provavelmente utilizará, em sua infraestrutura, os conceitos de IaaS e PaaS que vimos anteriormente.

Como a Cloud difere do meu Data Center atual?

A questão chave é entender que a Cloud funciona como “serviço”. Ou seja, você não precisa fazer investimentos altos para a aquisição de hardware, software e licenças para, apenas depois de ter tudo configurado, usufruir os benefícios.

Em uma empresa regular, o tempo entre planejar a compra de novos equipamentos e softwares, a compra em si, a chegada dos mesmos e a configuração de toda a infraestrutura pode levar semanas ou meses. Na Cloud, tudo pode ser feito em alguns minutos, visto que os recursos estão disponíveis sob demanda para os usuários.

Este conceito de “infraestrutura infinita e altamente disponível” é uma parte importante do conceito de Cloud e as melhores clouds conseguem implementar este modelo com sucesso, muito embora, obviamente, a infraestrutura não seja nem infinita e nem 100% disponível na prática, porém a maneira como a infraestrutura é configurada (virtualização, high availability, etc) torna o serviço final simplesmente “mágico”.

Esta é, aliás, uma diferença entre os serviços de hospedagem de Data Center e a Cloud. Nos serviços de hospedagem, você adquire ou aluga uma infraestrutura limitada e fica atrelado a ela. Mas não se engane, Cloud não é sinônimo de elasticidade e escalonamento. Os melhores fornecedores de cloud possuem estas características, porém existem pequenos fornecedores que não conseguem emular todas as características citadas.

Estar na nuvem não é perigoso?

Em uma palavra: não. Estar aberto para a internet é que é perigoso. E isto pode acontecer com você na nuvem ou não. Ou seja, tudo é uma questão de quão bem você configura a segurança de seu ambiente e, se você trabalha com sistemas abertos para a internet, o mais provável é que você ficará mais protegido na Cloud do que fora dela, uma vez que nela você terá acesso a softwares de segurança atualizados e de confiança, enquanto que localmente você corre o risco de ficar com softwares desatualizados e não confiáveis, dependendo de suas escolhas.

Estar na nuvem é como colocar sua empresa dentro de um condomínio de empresas, ou seja, a segurança aumenta pois você está compartilhando uma infraestrutura mais segura com outras pessoas e com o prestador de serviço. Estar com sua empresa em um endereço diretamente na rua coloca em você toda a responsabilidade pela segurança física do prédio e dos colaboradores.

Portanto, tudo é uma questão de planejamento e execução de uma estratégia de segurança para suas aplicações. E na cloud suas chances de sucesso são maiores.

Como migrar para a Cloud?

Uma vez que você decida migrar para a Cloud, vindo de um ambiente on premisse, dificilmente você terá disponibilidade (ou coragem) para migrar todos os sistemas de uma vez só.

O mais indicado é começar pequeno e evoluir a partir disso.

Algumas dicas para começar pequeno são:

Servidores Mirror: Crie servidores mirror (ou slave, se você preferir) de seus bancos de dados na nuvem, aumentando a Disponibilidade dos seus serviços.

Backup de fita: Você pode utilizar serviços como o Amazon S3 e o Amazon Glacier para emular as mesmas features que um backup de fita te dá, com custos potencialmente menores

POCs (Proof of Concept): Você não precisa comprar hardware para um simples teste ou prova de conceito. Faça-o na nuvem e, provado o conceito em teste, parta para a compra do hardware/software necessário.

Novos projetos: Você pode definir que os projetos atuais continuarão a rodar da mesma forma, mas que os novos projetos serão feitos com uma arquitetura em nuvem.

Novas formas de trabalho

Por fim, precisamos entender que ir para a nuvem deve possibilitar novas formas de trabalho.

No começo iremos apenas emular o serviço prestado localmente de maneira virtual, ou seja, se uma equipe de projeto precisa de uma máquina, ela continuará pedindo para a Infra, porém esta não criará a máquina localmente e sim na nuvem.

Um passo seguinte é adotar as ferramentas da cloud para monitorar seu ambiente, desligando máquinas em momentos de não utilização (o que pode gerar economias de até 80% nos gastos) ou escalando automaticamente os servidores de acordo com a demanda.

Um passo final seria a adoção de metodologias ágeis de gerenciamento da infraestrutura. Nela, os responsáveis pela Infra utilizariam técnicas de DevOps para apenas gerir e garantir a qualidade do ambiente, deixado a criação e utilização de máquinas nas mãos das equipes de projeto, dando assim maior autonomia para as mesmas. Neste estágio, os analista de Infra (agora DevOps) participariam dos projetos não mais no fim do mesmo (na criação das máquinas), mas desde o início, na concepção do projeto e nas formas de entrega,deploy,monitoramento e backup dos mesmos.

Você pode, portanto, utilizar a nuvem para fomentar novas formas de trabalho na sua empresa, ajudando a aumentar a disponibilidade dos ambientes, produtividade da equipe de infraestrutura e autonomia das equipes de projeto, possibilitando assim que sua empresa foque suas energias no mais importante: gerar novos negócios para vencer a crise!

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