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Dextra

Perfil do QA em uma equipe ágil​

Por: Priscila Contiero Nishime 15/02/2018

Sabe aquele cara que entra no fim do sprint pra testar a telinha, momentos antes da entrega? Pois é, ficou pra trás. Com a chegada da avalanche ágil, o tester das telinhas precisou muito mais do que entrar apenas na última etapa. Mas o que muda pra equipe?

O papel do tester sempre foi uma interrogação na cabeça de algumas pessoas, que viam como uma atividade sem grande importância para a equipe. E de fato, o que ele fazia era tão pontual, que muitas vezes podia ser feito por outros membros da própria equipe antes de uma entrega – efeito do Modelo Cascata, onde uma etapa só começa quando a outra termina.

Com as novas metodologias chegando com tudo, esse cara sentiu a necessidade de se atualizar para ajudar a equipe ser mais ágil e gerar mais valor em pouco tempo.

Waterfall-Vs-Agile

Modelo Cascata x Modelo Ágil

O que nós tínhamos com o modelo cascata:

– Ciclos longos de desenvolvimento;
Tester sem skill suficiente de boas práticas e de comunicação com outros papéis;
– Burocracia no processo de trabalho, desde o fato de uma etapa nunca começar sem o término da outra, até no report, correção e retorno de bugs para reteste;
– Sem visão do produto como um todo – o final da “esteira da linha de produção”;
– Atuação, na maioria das vezes, apenas no final.

O que evoluiu com métodos ágeis:
– Ciclos menores, aumentando a frequência da atuação;
– Forte skill de comunicação com cliente e com os pares;
– Desburocratização dos processos;
– Automação dos testes para garantir que novas funcionalidades não são impactadas;
– Equipe próxima, onde todos são parte da equipe de desenvolvimento.

O papel de tester muda um pouco e dá espaço para o papel de Quality Assurance, que fica responsável por ser um guardião da qualidade do produto de maneira geral. Assim, ele precisa entender tanto do negócio quanto da solução técnica, mesmo que em um nível mais macro, participando de todas as etapas do ciclo de desenvolvimento, das soluções e decisões, ficando bem próximo do time e do cliente. Importante: A responsabilidade pela qualidade ainda é de todos, visto que o produto final é resultado do trabalho de toda a equipe.

Para a equipe como um todo, qual o impacto desse novo modelo?
– Equipe mais próxima, o que melhora a afinidade entre o QA e o desenvolvedor, eliminando ruídos e possíveis desalinhamentos;
– Todos são responsáveis pelo produto: a culpa ou o sucesso da entrega é do time;
– Participação de todas as etapas e ritos do sprint;
– Preocupação com a qualidade como um todo (código, funcional, cabe automação?, como posso ajudar a equipe a se desenvolver?, o que é realmente prioritário para entregar nesse ciclo?, consigo diagnosticar o problema para ajudar na solução?, isso é escopo ou é idealização do cliente?)

É claro que QA é apenas uma nova nomenclatura de mercado, já que ouvimos ainda Tester, Analistas de Testes, Analistas de Qualidade e afins. O que realmente importa é a evolução do papel e o que ele representa para o time.

Sendo assim, com tantas responsabilidades e trabalho a fazer pela equipe… “A alegria de um QA não é achar bugs!”

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