Desenvolvimento Profissional

6 Habilidades necessárias a um Product Manager

Por: Dextra, março 30, 2020

O Product Manager é o profissional que atua no centro em comum entre três áreas: Estratégia de Negócio, Tecnologia e Design(experiência de usuário).
A estrutura conceitual de um produto digital tem, numa extremidade, o “Porquê” – a estratégia de negócio por trás daquele produto, e na outra, o “O que?”- o que deve ser desenvolvido, ou seja, o Product Backlog ou até mesmo a “Lista de Desejos” dos stakeholders. O PM expande sua atuação para além do que deve ser desenvolvido, deixando de ser apenas um “priorizador de lista de desejos”, tornando-se o estrategista do produto digital. Esta expansão envolve o desenvolvimento de habilidades, das quais listo 6 aqui:

1) Compreender necessidades reais
A atuação do PM não se limita em ouvir os atores do produto para adicionar ao Product Backlog todas as suas ideias. Seu objetivo é investigar e compreender problemas a serem resolvidos, em vez de puramente construir produtos ou entregar escopo de projeto. Anthony Ulwick escreveu que a chave para uma entrega de sucesso é entender quais tarefas os usuários necessitam realizar – em vez de entender as ideias deles sobre um produto ou serviço. Em resumo, o PM deve fazer as questões certas antes de tentar encontrar boas respostas.

2) Negociar
Eventualmente o PM precisa lidar com conflitos de interesse entre as diversas áreas envolvidas no desenvolvimento de um produto. Ter os indicadores de negócio e os objetivos estratégicos do produto claramente definidos é fundamental para conduzir negociações com sucesso, pois estas definições estão acima de preferências que os stakeholders possam ter. Elas direcionam o produto a atingir resultados concretos. O PM é o embaixador destes indicadores, e posicionar-se como tal o fará ganhar autonomia para gerenciar o produto sem necessidade de escalação frequente.

3) Delegar
O PM é naturalmente um líder do produto e consequentemente, da equipe que o desenvolve. Para que ele possa focar seus esforços no gerenciamento do produto, é necessário delegar responsabilidades e ajudar as pessoas do time se tornarem auto-conscientes com as entregas, terem senso de priorização e serem independentes para desbloquear/descobrir as informações necessárias para o desenvolvimento das funcionalidades.

4) Performance tática/estratégica
Um produto digital tem sucesso se ele atinge o objetivo de negócio, independente do escopo original e o PM é responsável por garantir que isto aconteça. Ele atua descobrindo alternativas de entrega mais rápidas e baratas, mas que atingem os mesmos resultados originalmente previstos. Produtos digitais não funcionam por si só, num espaço isolado ou num vácuo. Eles geram interdependência, envolvendo pessoas, outros produtos e uma ampla comunidade ao redor deles. O PM é o detentor da estratégia do produto e deve zelar por mantê-lo vivo, útil e desejável, mesmo num cenário tão dinâmico como o que temos hoje.

5) Criar conexões
Relacionamentos e conexões facilitam muito o trabalho do PM. O sucesso de uma entrega requer o engajamento entre diversas áreas, desde os líderes da organização ao time de desenvolvimento, passando pelos usuários finais e outros stakeholders e parceiros. O PM que se conecta a estas áreas – comunicando-se com eficácia em perspectivas técnicas e de negócio, consegue criar vínculos que o auxiliam em diversas outras habilidades como a capacidade de descobrir informações, negociação, priorização e liderança do time.

6) Priorizar
Mais do que gerenciar o Product Backlog, a habilidade de priorização desejada do PM está ligada à consciência de quais objetivos e impactos se deseja atingir, em vez de apenas entregar Software. Saber os porquês do produto é chave para tomar boas decisões sobre custo, escopo e prazos. Uma maneira efetiva de priorizar entregas é agrupa-las em um contexto de impacto. Ou seja, qual o impacto, qual problema (e de quem) este grupo de entregas resolve. Esta abordagem permite comparar entregas diferentes que atingem os mesmos objetivos/impactos, priorizando àquelas que serão menos custosas e ao mesmo tempo, dispensando àquelas que realmente não contribuem com algum impacto importante ou objetivo específico. Além disso, também permite que o produto tenha entregas iterativas e que podem até ser independentes entre si, mas trazem um claro valor de negócio (desde que lançadas logo no ciclo de desenvolvimento do produto).

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