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7 passos para a TI Bimodal

Por: , março 10, 2015

Temos falado da tendência da TI Bimodal e da necessidade das empresas se adaptarem à nova realidade do mundo cada vez mais digital, com clientes, dispositivos e sensores sempre conectados e gerando grande quantidade de dados. Além disto, o ciclo de negócios está acelerando, com novos produtos e serviços aparecendo quase diariamente.
Este cenário tem demandado das empresas uma maior capacidade de adaptação e inovação. A tecnologia e o desenvolvimento de software se tornaram armas fundamentais para inovar os negócios, ampliar mercados e ganhar e manter clientes.
A TI Bimodal é uma mudança significativa no modo de pensar da TI tradicional e exige alguns cuidados e disciplina na sua adoção:

  1. Abrir espaço na TI para o Modo 2, através da criação de um time multi-funcional, com o engajamento de técnicos e especialistas de negócio. Inicialmente, o Modo 2 deve ser protegido das pressões do dia-a-dia da TI, para poder se estruturar e ganhar autonomia.
  2. Financiar o Modo 2 através de um Fundo de Inovação, sem a necessidade de provar ROI pelos métodos tradicionais. O Modo 2 precisa mostrar visão e foco estratégico para inovar. O investimento é feito na realização desta visão.
  3. Se necessário, contratar especialistas em agilidade e inovação para trazer métodos, técnicas e experiência. Para a contratação de empresas ágeis, mudanças são necessárias na área de compras, pois os modelos tradicionais de contratação, baseadas em escopo fechado, são ineficazes neste cenário.
  4. Definir critérios de sucesso para o Modo 2. As iniciativas do Modo 2 devem estar ligadas à estratégia digital da empresa. Apenas estarem dentro do prazo e do orçamento não são suficientes como critério de sucesso. Aprender sobre o mercado ou o comportamento dos clientes pode fazer parte do sucesso da iniciativa.
  5. Construir a credibilidade do Modo 2, através de resultados rápidos e impactantes.Temos que tomar cuidado com o risco do Modo 2 ficar à margem do negócio, com iniciativas irrelevantes e sem visibilidade.
  6. Ao mesmo tempo, iniciar no Modo 1 a renovação dos sistemas legado. Remodelar os sistemas, transformando-os em plataformas de serviços com o uso de APIs, substitui-los quando possível por SaaS, usar intensivamente cloud para infraestrutura e serviços. O framework pace-layers pode ajudar a definir prioridades e organizar as ações.
  7. Evitar estar hesitante entre os Modos 1 e 2. Uma postura intermediária pode dar a falsa sensação de segurança, mas falhará nas duas frentes, tanto na confiabilidade necessária  ao Modo 1 como na agilidade almejada no Modo 2.

Passos seguros e firmes aumentam as chances de sucesso da mudança. É um grande desafio, não apenas para os líderes de TI, mas também para todos os membros da equipe, já que uma mudança desta natureza só acontece de forma colaborativa, com todos alinhados pela mesma visão.
 

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