Metodologia

Story Point na prática

Por: , março 21, 2014

O que é Story Point (Ponto de Estória ou, simplesmente, Ponto)?

É uma unidade subjetiva de estimativa utilizada por times Ágeis para estimar as User Stories (Estórias do Usuário ou simplesmente Estória).

O que um Ponto representa?

Representa a quantidade de esforço requerido para implementar uma Estória, podendo  também ser entendido como uma medida de complexidade.

Deve ser considerado a quantidade de esforço necessário para se concluir uma atividade (desenvolvimento e teste para liberação da estória para o usuário homologar), no qual o trabalho que fosse realizado de forma exclusiva, sem interrupções e  tudo que você precisasse estivesse disponível.

Os pontos (números) que utilizamos, são baseados principalmente na regra de Fibonacci. Sendo: 0, 0.5, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 20, 40 e 100. Temos também o ‘?’, utilizado quando ainda existem dúvidas e não consegue pontuar.

 

Por que estimar em Pontos de Estória?

Pontos de Estória são baseados em medidas relativas, por comparação de uma Estória contra uma Estória “padrão” previamente estimada. Medidas relativas tendem a ser mais acertivas em grandes amostragens, em comparação com a tentativa de se estimar isoladamente cada item (Estória).

Como uma analogia, é mais fácil dizer que a distância entre Ribeirão Preto e Jaboticabal é três vezes maior do que a distância entre Ribeirão Preto e Sertãozinho, do que dizer que a distância entre Ribeirão Preto e Jaboticabal é de 58,5 Km.

Times estimarão mais rapidamente se não tiverem de analisar e “acertar” o exato número de horas/dias necessários para concluir uma atividade.

 

Estimativa Tradicional versus Estimativa Scrum

A estimativa de uma atividade em um processo considerado tradicional leva em consideração apenas um individuo, para então calcular o resultado final da estimativa, utilizando a quantidade de pessoas que existem no projeto.

Na estimativa Scrum, leva-se em consideração o esforço coletivo por atividade (user story).

 

Quando realizamos as estimativas?

As estimativas são realizadas durante a reunião de planejamento do sprint. A equipe definirá as estórias que serão estimadas/pontuadas através de Story Point (Ponto por Estória), baseado na priorização previamente mapeada pelo Product Owner (PO).

           

Como estimamos em pontos?

Inicialmente, escolhemos uma Estória para ser utilizada como padrão (ou régua) e estimamos os pontos para se concluir esta estória. Basicamente, utilizamos duas estratégias para escolher qual estória será utilizada como “padrão” na comparação com as demais estórias, a primeira seria a escolha daquela que se acredita ser a menor estória e lhe atribuir o valor 1, e a segunda seria escolher uma estória com tamanho média e lhe atribuir um valor entre 2 e 5.

Utilizamos uma escala específica de pontos, composta pelos primeiros elementos da séria de Fibonacci (0, 0.5, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 20, 40, 100 ou “?”). Desta forma, a escolha de um valor (ponto) específico para uma estória, por exemplo o valor 5, significa que o esforço necessário poderá variar entre 3 e 8, sendo 5 o mais provável.

Lembrando que a escolha do valor (ponto) para uma estória, deve levar em consideração o esforço necessário para se finalizar esta estória em comparação com o esforço necessário para se finalizar a estória padrão. Por exemplo, se utilizarmos a Estória “Cadastrar Endereço” como padrão e atribuimos o valor 2, poderíamos estimar que a Estória “Cadastrar Usuário” possuirá valor 5, pois seu tamanho é um pouco maior do que duas vezes o tamanho da estória padrão.

           


Então vamos à prática…

Na reunião de planejamento, será escolhida uma atividade (exemplo: tela de login), realizado o entendimento (ex.: análise de documentação, consulta ao sistema legado, dicionário de dados, etc.)  e o detalhamento de como será implementada. Quando todos da equipe se sentirem seguros para pontuar/estimar, cada membro escolhe um ponto, para ser exibido simultaneamente com os demais membros do time, evitando a influência. Se houver pontos diferentes, a equipe discutirá, avaliará os pontos divergentes e realizará uma nova rodada de pontuação.

           Para apoiar a pontuação, utilizamos uma “régua”. Que é uma atividade de referência, já detalhada e pontuada, que deve ser utilizada para comparar com as atividades que serão planejadas.

           Toda está dinâmica é chamada de Planning Poker, pois geralmente é utilizado um baralho com pontos.

           Após 2 ou 3 sprints, a equipe deve ser capaz de estipular a sua velocidade, exemplo, 40 pontos por sprint. Esta velocidade será considerada para dizer o quanto será produzido por sprint.

           Durante a pontuação, todos da equipe devem pontuar!

           Os pontos são relativos!

           E a régua pode mudar de projeto para projeto!

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