Desenvolvimento Profissional

Tecnologia e a Responsabilidade Social: qual o nosso papel na democratização do acesso à tecnologia

Por: Dextra, dezembro 10, 2019

Você já parou para refletir em quem são as pessoas que trabalham com inovação nos dias de hoje? Normalmente, associamos essa imagem a homens brancos e com alta renda. E ela está certa! De acordo com o estudo “Quem Coda o Brasil?”, em boa parte das equipes de tecnologia não há mulheres e nem pessoas negras. Sendo assim, vamos refletir um pouco sobre tecnologia e a responsabilidade social.
Para isso, é preciso repensar a relação entre a tecnologia e a responsabilidade social sob a ótica da multiplicidade nas equipes. E para superar os obstáculos de acesso à tecnologia, é preciso mobilizar todos os setores da sociedade. A Dextra já está fazendo sua parte e ainda deseja contribuir muito mais. Continue com a leitura e entenda!

O conceito de responsabilidade social

Todo negócio conta com obrigações legais, tais como o cumprimento das leis trabalhistas. Porém, existem medidas eletivas que podem ser desempenhadas pelas organizações em prol da sociedade. Nesse cenário surge a responsabilidade social, colocando em pauta questões como:

  • meio ambiente: tanto ao descontinuar ações que possam causar impacto negativo quanto ao promover projetos de sustentabilidade;
  • direitos humanos: fomentar o empoderamento das minorias;
  • ética: combater pontos de corrupção com políticas específicas, certificar que os líderes dão bons exemplos e cumprir as leis de concorrência;
  • desenvolvimento da comunidade: participar de ações para o bem de terceiros, criando programas educacionais e de capacitação.

No Brasil, o papel das empresas na promoção do bem-estar social começou a ganhar força nos anos 1990. A partir de então consolidou-se o uso do incentivo fiscal (contribuições deduzidas do imposto de renda) e o desenvolvimento de projetos voluntários com base no modelo de negócios das organizações.
As empresas que estão efetivamente engajadas nessas causas passaram a conquistar, inclusive, um diferencial competitivo em relação à concorrência. Isso porque os consumidores estão cada vez mais atentos aos valores das organizações e prezam por comprar daqueles que adotam boas iniciativas.

A relação entre tecnologia e a responsabilidade social

Como você pôde ver, a responsabilidade social vai muito além de pensar só no meio ambiente. O conceito contempla questões sociais diversas e de grande impacto na sociedade.
“Nos esforçamos para evoluir a cada dia, por exemplo, trabalhando em atividades com os funcionários pensando no meio ambiente e promovendo ações que vão ao encontro do desenvolvimento social como um todo”, explica Tibeti Daniel, que é gerente de marketing na empresa de transformação digital.
É preciso olhar para as demandas da coletividade e entender em como a atuação de uma empresa pode contribuir para atendê-las: “para dar certo, um programa social deve partir das pessoas, não pode vir de cima para baixo, e deve estar conectado ao core business da empresa. Nós temos know how em tecnologia, então, devemos pensar em que tipo de produto está sendo desenvolvido e em como ele pode ajudar a diminuir a desigualdade social, levando oportunidades de mais gente estar inserida no mundo da Tecnologia da Informação”, conta Tibeti.

A importância de se difundir a programação

Quando os ensinamentos de programação chegam a variadas classes sociais, soluções mais completas são produzidas — o que é útil para toda a sociedade. “Nosso objetivo é dar mais acesso e permitir que a programação não chegue apenas às classes sociais mais altas, trazendo pessoas com características e ideias diferentes à área”, reflete a gerente de marketing.
A ideia da Dextra, refletida na fala de Tibeti, é unir a inclusão e a diversidade à criação de softwares. Até porque a inovação depende de pensamentos e vivências múltiplas e, só dessa maneira, podem ser criados produtos que vão atender as demandas de grupos específicos.

Histórias que emocionam

A gerente de marketing relembra quando um adolescente de um projeto social profissionalizante conheceu a Dextra e ficou encantado com a possibilidade de trabalhar no mercado de tecnologia. “Nossos desenvolvedores deram dicas de caminhos para ele se tornar bem-sucedido, onde estudar e tudo mais. O que ele nos disse foi que não sabia que poderia ter acesso a esse mundo”, relata Tibeti.
Nem sempre são mostradas todas as opções aos alunos, que acabam escolhendo entre os cursos mais populares. “Quando você pergunta o que querem ser quando crescer, normalmente, as primeiras respostas são os cursos tradicionais, como o Direito. Nem passa pela cabeça deles que ser desenvolvedor é uma profissão do futuro e que pode garantir um bom salário”, diz a gerente de marketing.

Os programas sociais apoiados pela Dextra

A Dextra apoia diversos programas sociais voltados para a formação e qualificação de desenvolvedores. Conheça alguns dos projetos que ajudam a democratizar o acesso à tecnologia!

Digital Girls, Women Techmakers e Women Can Code

Esses três projetos têm o objetivo comum de difundir a programação entre as mulheres. A ideia é que elas tenham acesso a essa área por meio de uma rede segura para que possam dividir experiências e dificuldades que possam surgir.
“Estamos em pleno 2020 e as pessoas ainda acham que ser desenvolvedor é uma profissão para o público masculino”, afirma a gerente. Lembrando que a primeira programadora da história foi uma mulher, Ada Lovelace.

Hackathon para a ONG Sonhar Acordado

A ONG, que atua em comunidades carentes, busca realizar os sonhos das crianças atendidas por meio de uma rede de voluntários. Inicialmente, todo esse processo era registrado em planilhas do Excel e tomava boa parte do tempo de quem trabalhava na Sonhar Acordado. Por meio de um hackathon promovido pela Dextra, foi desenvolvido um sistema para facilitar o match entre voluntários e crianças da organização, otimizando o projeto.

Curso de Lógica de Programação para comunidades carentes

A iniciativa consiste em aulas de programação dentro das ONGs de Campinas, estimulando lógico, criatividade e resolução de problemas dos jovens. No curso, é disponibilizada para os alunos uma agenda de três ou quatro meses de estudo intenso. Ao final desse período, eles saem aptos a programar um site ou app — e também têm mais certeza sobre seguir ou não a profissão!

DevCamp

Todo ano, a Dextra promove o DevCamp, evento com diversas horas de conteúdo sobre programação e gestão para que a comunidade de desenvolvedores possa atualizar seus conhecimentos e fazer networking.
O DevCamp conta com nomes relevantes no cenário nacional e internacional, movimentando Campinas e o interior de São Paulo que, até então, não tinha nada desse porte, mesmo sendo um polo importantíssimo de TI.
Aliar tecnologia e a responsabilidade social é uma das missões da Dextra. “Buscamos o desenvolvimento da sociedade, para que mais gente tenha acesso à programação”, conta Tibeti. Para a empresa, a tecnologia é um grande agente transformador — tanto no que diz respeito à inclusão social quanto à experiência do cliente final dos produtos desenvolvidos, já que soluções múltiplas e inovadoras surgem nesse contexto.
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