A caminho da TI Bimodal

Por quê TI Bimodal? Incertezas são inerentes ao mundo dos negócios digitais: Novas tecnologias surgindo todo dia, um ritmo...

Data de publicação: 25/11/2014

Por quê TI Bimodal?
Incertezas são inerentes ao mundo dos negócios digitais:

  • Novas tecnologias surgindo todo dia, um ritmo acelerado de mudança.
  • Deslocamento do poder para o consumidor, o usuário está sempre a apenas um clique de mudar de fornecedor.
  • Necessidade de aprendizado e adaptação constante, o conhecimento tácito, por ser mais rápido, está se tornando mais importante que o conhecimento explícito.

E, com tudo isto, ainda temos a necessidade de manter as aplicações atuais rodando com confiabilidade e segurança.
Para este cenário, a TI tradicional tem respostas muito lentas. A agenda tradicional de “alinhar TI com o negócio” já não é mais suficiente para as adaptações e transformações necessárias aos negócios digitais.
Mas, o que é a TI Bimodal?
A TI Bimodal é a divisão da TI em dois modos:

  • Modo 1: é a TI tradicional, cuja agenda principal é confiabilidade e custo. Este modo é focado em processos e melhores práticas (ITIL/Cobit/PMI/CMMi, etc.).
  • Modo 2: é uma nova TI, cuja agenda principal é a inovação e a criação de novos negócios. Este modo é focado em experimentação, aprendizado contínuo e agilidade.

É importante entender que a TI Bimodal não é a criação de um modo 2 contra a existência do modo 1, mas é os dois modos co-existindo em equilíbrio, como no Yin-Yang.
E como criar a TI Bimodal?

  1. Abrir espaço na TI para o modo 2, que deve ser inicialmente protegido do modo 1. Isto pode ser feito através da criação de times multi-funcionais, com o engajamento de executivos de negócio
  2. Financiar estes times através de um fundo para investimentos em inovação, que não necessita de provar ROI pelos métodos tradicionais, mas precisa mostrar visão e foco estratégico.
  3. Se for necessário, contratar especialistas no modo 2 para trazer know-how e experiência. Para a contratação de empresas ágeis, mudanças são necessárias na área de compras, pois os modelos tradicionais de contratação de desenvolvimento de software baseadas em escopo fechado não são eficazes neste cenário.
  4. Construir a credibilidade no modo 2, através de resultados rápidos e impactantes.
  5. Ao mesmo tempo, iniciar a renovação dos sistemas core (legado). Para isto, deve-se remodelar os sistemas com o uso de SOA, substituir legados por SaaS quando possível, usar cloud para infraestrutura e serviços. O framework pace-layers pode ajudar a definir prioridades e organizar as ações.
  6. Aumentar aos poucos o tamanho do modo 2 com relação ao modo 1.
  7. Atingir o equilíbrio entre os dois modos!

Conclusão
Nos próximos anos, a TI terá que responder a algumas perguntas críticas: Nossos times têm as competências e recursos necessários para enfrentar o desafio dos negócios digitais? A organização saberá lidar com as incertezas que as tecnologias digitais e as mudanças de comportamento trarão aos negócios?
A criação de uma TI Bimodal pode ajudar nas respostas. Este é o grande desafio que os profissionais de TI irão enfrentar nos próximos anos.

Comentários

  1. Paulo rodrigues28 de novembro de 2014

    caro bill,
    parabéns pelo artigo! importante esta percepção de que existem diferentes aproximações para ti.
    penso que esta “ti bimodal” sempre existiu, a ti sempre foi uma área voltada a transformação (também). como todo negócio já estabelecido, uma parte dos expenses e investments é para “run”, outra parte é para “grow” e outra para “transform” (meta group), e o equilíbrio e a relação entre estas partes varia de empresa a empresa. assim, empresas menos voltadas a diferenciação vão ter ti’s mais “modo 1” e empresas mais inovadoras vão “ti-zar” mais em “modo 2”.
    dentre os modelos mencionados no “modo 1”, cito particularmente o cobit 5 que tem processos voltados para inovação (apo04 – manage innovation manage practices), uma forte preocupação com quick-wins, sendo que a isaca tem guides com o cobit 5 sendo usado para temas como big-data, byod, soa, iOt, e por aí vai. a itil também se preocupa com inovação (talvez de maneira menos explícita). como interpretei que o “modo 2” está mais para “transform” do que para “grow”, não vou comentar sobre os outros modelos mencionados – até porque eles tem um olho um pouco menor no negócio.
    um grande abraço,
    paulo cesar rodrigues – pc

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