Agile Testing Quadrants

Todos sabemos que a principal necessidade de realizar testes é para garantir que possíveis falhas sejam encontradas e que...

Data de publicação: 26/08/2019
Agile Testing Quadrants

Todos sabemos que a principal necessidade de realizar testes é para garantir que possíveis falhas sejam encontradas e que tenhamos um produto com qualidade. Com a mudança de mindset devido o crescente uso do Scrum, as responsabilidades do tester tem mudado junto e quando, nós testers ou QA, temos que responder perguntas como “Qual a responsabilidade de um tester no time de desenvolvimento?”, ou “Que tipo de testes devem ser realizados neste momento?” a resposta passa ser um pouco mais complexa. Com essa mudança deixamos apenas de executar testes no “final” e sim a ajudar em todo o processo envolvido no desenvolvimento de um software e nos tornamos um agente que garantirá junto a todos os envolvidos uma qualidade tanto de entrega quanto de processos.

Ok… Contudo, o tester continua planejando e testando seus testes, porém para entender quais tipos de testes e técnicas devem ser aplicados em determinados momentos, existem algumas abordagens que ajudam nessa decisão e uma delas é o Agile Testing Quadrants (Quadrantes de teste ágil).

¹ The agile testing quadrants matrix – do Livro “Agile testing” author Crispin, Lisa and Gregory, Janet

O quadrante dará uma visão do que pode ser testado ou criticado em relação ao produto. Explicando um pouco mais a respeito da crítica… É de extrema importância que o tester apoie o time e também critique o produto, pois a nossa visão será pautada em questionamentos para coerência e visão de usuário do sistema, dando mais insumos e deixando o entendimento mais claro e objetivo do que será documentado, complementando os requisitos e antecipando o planejamento dos testes que serão executados.

No by the book o “The Agile Testing Quadrants matrix helps testers ensure that they have considered all of the different types of tests that are needed in order to deliver value.” (Book Agile Testing – Lisa, Crispin and Gregory Janet)

É importante dizer que a matriz foi criada por Brian Marick em 2003, anos antes da Lisa Crispin e Janet Gregory apresentarem em seu livro remodulado com algumas modificações.

Ok, e como eu posso usar esse quadrante então??

É simples, não existe uma ordem lógica de qual quadrante deve começar é o Q1, Q2, Q3 ou Q4, na verdade essa numeração é usada apenas para identificar os quadrantes. E durante a explicação de cada você terá uma ideia como pode ser aplicado no seu projeto.

Falando dos quadrantes, os da esquerda Q1 e Q2 são aqueles que têm os testes que dão apoio a equipe de desenvolvimento. O conceito principal é de que os testers estarão mais próximo dos desenvolvedores, um grande diferencial em projeto agile. E que também serão testes pautados mais em documentação de especificação de requisitos/estórias.

O Q1 representa os testes que devem ser feito durante o desenvolvimento, testes unitários e de componentes na qual pode ser aplicados práticas como TDD (Test Driven Behavior) e testes integrados. O ideal é que estes testes sejam automatizados utilizando uma ferramenta de Xunit. Por isso designamos como testes de technology-facing tests e developer-facing tests. Aplicando esses testes em um processo automatizado que será executado junto a build o time terá um feedback contínuo da qualidade interna.

O Q2 redireciona a testes que devem ser aplicados pela equipe em alto nível, pois estamos lidando com o business-facing tests e developer-facing tests. Você pode encontrar algumas matrizes referenciando o topo desse quadrante como customer-facing tests também. Os testes que podem ser praticados neste sentido seriam para validar a qualidade das funcionalidades e se o desejo do usuário foi realmente atendido. A abordagem dos testes deste quadrante será em uma linguagem mais de domínio do negócio, na qual a pessoa de negócio entenda o que está sendo testado também. São testes que demandam uma execução contínua para garantir que o que foi entregue continua funcionando, caso algum comportamento mude com a automação esse feedback é feito de maneira rápida.
Um outro tipo de teste que pode ser realizado neste grupo, seria validar a interface gráfica (GUI), utilizando mockups ou wireframes. Essa validação ajudará o time a saber se o que está sendo construído está correto e geralmente não é automatizado.

“These tests first guide development of functionality, and when automated, then provide a safety net to prevent refactoring and the introduction of new code from causing unexpected results.” (Book Agile testing – Lisa, Crispin and Gregory Janet)

O Q3 e Q4 pertencem ao lado que irá criticar o produto, explicando, nós tentamos garantir se o desejo e as expectativas do usuário foram atendidas, são testes manuais que vão além de testar apenas uma funcionalidade e aprová-la. Os testes que podem ser aplicados no quadrante 3 são os de aceitação (UAT), na qual o usuário poderá conhecer o novo sistema e perceber se funciona da forma como deveria e também contribuir com novas funcionalidades e comportamentos. Um dos principais testes deste é o de usabilidade é um tipo de teste que estuda o uso do sistema, utilizando entrevistas para entender a reação do usuário do uso realizado. Ainda no Q3 existe o teste exploratório que é modulado em sessões que servirão para o tester analisar os resultados obtidos com o pensamento crítico.

Já o Q4 apresenta testes voltados a criticar as características do produto com tecnologias como desempenho, robustez e segurança. Logo, para colocar em prática é necessário uma expertise em ferramentas especializadas para tal. Outro ponto de atenção, é que a equipe tente visualizar a necessidade de um tipo de teste deste antes mesmo do desenvolvimento e se possível executá-lo antes dos teste funcionais. O exemplo dado é, um website de varejo na internet que tem um tempo de resposta de um minuto, se os usuários não tem essa experiência ele não vai esperar que as outras páginas funcionem também no tempo pretendido. Logo, sabendo da importância desse tempo, fazer o teste não-funcional durante a fase de desenvolvimento, para garantir que o tempo de resposta seja o desejado, é super importante.

Bom, é isso e aguardem que teremos mais conteúdos sobre o Agile Testing Quadrants, como sua aplicação no dia a dia, outras técnicas parecidas com mesmo intuito e uma nova versão apresentada no livro atual da Lisa Crispin “More Agile testing”.

Links de referência:
http://www.exampler.com/old-blog/2003/08/22/#agile-testing-project-2

Using the Agile Testing Quadrants

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