Análise de Requisitos, Engenharia de Requisitos, Gestão de escopo… mais do mesmo?

A área de TI já é conhecida como a detentora do maior número de siglas, jargões e de nomes...

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Somos especialistas em desenvolvimento de software sob medida para negócios digitais. Pioneiros na adoção de metodologias de gestão ágil, combinamos processos de design, UX, novas tecnologias e visão de negócio, desenvolvendo soluções que criam oportunidades para nossos clientes. A Dextra faz parte da Mutant, empresa B2B líder no mercado brasileiro e especialista em Customer Experience para plataformas digitais.
Data de publicação: 31/10/2013


A área de TI já é conhecida como a detentora do maior número de siglas, jargões e de nomes diferentes para a mesma coisa. Será?
Existe uma grande confusão sobre as áreas de especialização em TI. Atualmente, a grande maioria dos cursos técnicos e superiores em TI tem ementas bem similares. Com pequenas diferenças, quase imperceptíveis, Engenharia da Computação, Ciência da Computação, Análise de Sistemas, Sistemas de Informação, Tecnologia em TI e tantas outras acabam formando o mesmo tipo de profissional: desenvolvedor de software. O que eu tenho visto no mercado e no contato com universitários é que, independente do curso que você escolha, vai acabar em desenvolvimento.

O que torna ainda mais crítico é que, em teoria, os cursos de Análise de Sistemas e Sistemas de Informação deveriam formar os profissionais de requisitos, porém o quadro de disciplinas é muito parecido com os demais, pois todos os cursos possuem disciplinas de programação. Apesar de investirem mais ou menos nessas disciplinas, poucos profissionais se especializam na área de hardware. Dos profissionais que optam pelo software, muito poucos realmente se especializam em algo que não seja programação. O mercado é que acaba moldando os profissionais para os postos de Analista de Requisitos, Analista de Negócios, DBA, Segurança, etc. A falta de oferta das Universidades de cursos de especialização nas áreas de apoio ao desenvolvimento ajuda a tornar mais difícil a contratação e desenvolvimento desses profissionais.Com essa confusão de terminologia que já vem da Universidade e invade o mercado, definir o melhor nome para a profissão e o cargo só vem gerar mais confusão. Numa pesquisa rápida na Wikipedia, vê-se que não há diferença na definição de Análise de Requisitos e Engenharia de Requisitos: ambos tratam da identificação, documentação, validação e negociação dos requisitos de desenvolvimento ou manutenção de um sistema.
Ao longo da minha carreira o termo evoluiu de Analista de Sistemas (mais genérico) para Analista de Requisitos (mais específico), com a especialização de Analista de Negócios – profissional que tem um enfoque mais amplo do que somente o sistema em análise, mas também observa, identifica e propõe melhorias de processo e até identifica se realmente há necessidade de informatizar o sistema.
Já a Gestão de Escopo é um conceito mais amplo e envolve diversos processos e ferramentas dentro do desenvolvimento do software. A análise de requisitos é um ponto fundamental da Gestão de Escopo, mas ela deve ser feita observando as restrições de prazo, custo, capacitação da equipe, estratégia do cliente, entre outras. A Gestão de Escopo usa o resultado da Análise de Requisitos para direcionar o projeto e as negociações com o cliente.
Para efeito de entendimento de posts futuros, vamos considerar sempre os termos:

  • Análise de Requisitos quando nos referirmos ao processo de análise, identificação, detalhamento e negociação dos requisitos de um sistema.
  • Analista de Requisitos quando nos referirmos ao profissional que trata do escopo do projeto e é responsável pela análise dos requisitos.
  • Analista de Negócios quando nos referirmos ao profissional que, além de conhecer o escopo do projeto, avalia também o processo de negócio envolvido e propõe soluções além do software informatizado, envolvendo no projeto alterações de processo de trabalho, de forma a garantir o sucesso do projeto sem ferir os processos e estratégia de negócio do cliente ou da equipe. Ou seja, ele olha para o todo de forma a alinhar o projeto e processos à necessidade de negócio.

Então QUEM faz a análise e QUEM gerencia o escopo? Em teoria, pode ser a mesma pessoa ou a equipe de desenvolvimento dividir essas tarefas. O que vai decidir isto é a forma de organização da equipe e o processo de trabalho estabelecido.
Em geral, para uma boa gestão de escopo é necessário que o profissional tenha uma boa visão sistêmica, habilidades de negociação e comunicação bem desenvolvidas, tenha uma percepção aguçada dos riscos e restrições do projeto. Essas são características desenvolvidas ao longo da carreira e através de experiência prática, o que em geral o profissional iniciante não possui completamente.

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Comentários

  1. Rogerio J. Gentil5 de novembro de 2013

    Vejo o ensino nas universidades/faculdades da mesma forma. Muitos cursos são propostos para formar profissionais que saibam lógica e programação. Talvez por isso esteja ocorrendo um estreitamento entre a área de desenvolvimento e a área operacional no qual desenvolvedores precisam aprender mecanismos e ferramentas de apoio ao desenvolvimento.

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