Aprendendo a andar de bicicleta

Versão resumida do post: Scrum Master’s, deixem as equipes se ralarem um pouco, só cuide para que eles não se...

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Somos especialistas em desenvolvimento de software sob medida para negócios digitais. Pioneiros na adoção de metodologias de gestão ágil, combinamos processos de design, UX, novas tecnologias e visão de negócio, desenvolvendo soluções que criam oportunidades para nossos clientes. A Dextra faz parte da Mutant, empresa B2B líder no mercado brasileiro e especialista em Customer Experience para plataformas digitais.
Data de publicação: 22/09/2015
Scrum

Versão resumida do post: Scrum Master’s, deixem as equipes se ralarem um pouco, só cuide para que eles não se matem.

Se você leu e não entendeu, leia o resto do post 😛

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Quando somos crianças, ou já adultos, quando vamos aprender a andar de bicicleta, sempre caímos.

Nunca, ninguém aprendeu a andar de bicicleta sem ter ralado um joelho antes, mas mesmo depois que se aprende, continuamos a ralar os joelhos e cotovelos e esse processo é essencial para o nosso aprendizado. Fazemos isso porque estamos testando nossos limites, quando nunca andamos antes, nosso limite é conseguir andar e fazer algumas curvas.

Após esse passo básico, nossos limites vão aumentando, mas continuamos a testá-los e a cada teste continuamos ralando os joelhos e cotovelos, as vezes algo mais. Quando estamos aprendendo a andar de bicicleta, temos sempre alguém nos ajudando a descobrir os limites à serem testados, e ajudando a evitar que a gente se mate nos primeiros 5 minutos em cima da bicicleta.

Em outros momentos da nossa vida passamos pelo mesmo tipo de situação, aprendendo a fazer alguma coisa, testando os nossos limites e com alguém nos ajudando a não nos matarmos. No Scrum eu vejo uma situação dessas principalmente na hora da Sprint Planning.

Na Sprint Planning a equipe deve estimar as estórias e definir com o que eles vão se comprometer na sprint. O SM (Scrum Master) está lá para ajudar a equipe a manter o foco, ver se a equipe está seguindo os “rituais” necessários e, entre outras coisas, a ajudar a equipe não se “matar” com a quantidade de estórias que eles vão colocar na sprint.

Nesse ponto o SM tem que tomar muito cuidado para que ele não “trave”, impedindo que eles testem seus limites e aprendam, uma das maneiras de “travar” a equipe é exigindo que eles sempre entreguem tudo com o que eles se comprometerem, sem dar uma margem para que a equipe erre. Ele tem que saber deixar a equipe testar os seus limites, isso, com certeza, vai gerar alguns ralados, mas assim como quando aprendemos a andar de bicicleta, esses ralados fazem parte do aprendizado, eles nos dizem que naquele momento ultrapassamos nossos limites e que precisamos melhorar em algo antes de descobrirmos novos limites. Mas mesmo assim o SM também tem que tomar cuidado com o outro lado, evitar que a equipe se comprometa com uma quantidade irreal de estórias e se “mate” na sprint.

O conceito essencial para que as coisas funcionem na Sprint Planning é o mesmo conceito fundamental para se andar de bicicleta, equilíbrio. Não é algo fácil, não existe fórmula mágica para calcular isso, esse equilibrio vem da convivência e da conversa entre a equipe e o SM, lembrem-se, assim como quando aprendemos a andar de bicicleta existe alguém nos ajudando a não nos matarmos, essa mesma pessoa nos ajuda a levantar quando caímos, ajuda a curar os nossos ralados, evitando infecções e outras coisas.

Assim tem que ser o SM na Sprint Planning, ajudando a equipe a testar seus limites, ajudando ela a se levantar após um tombo, ajudando a tratar os ralados, mas sem proibir a equipe de andar de bicicleta alegando que é muito perigoso.

Portanto: Scrum Master’s, deixem as equipes se ralarem um pouco, só cuide para que eles não se matem.

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