Burocracia é o principal vilão do Agile

O mercado já entendeu os benefícios do desenvolvimento ágil de software. Afinal, nós consumidores estamos cada vez mais ávidos...

Data de publicação: 18/12/2013

O mercado já entendeu os benefícios do desenvolvimento ágil de software. Afinal, nós consumidores estamos cada vez mais ávidos por inovações e em tempo cada vez menor. Por isso, projetos gerenciados por processos muito burocráticos estão perdendo força. Mas, para que o desenvolvimento do software ágil traga todos os seus benefícios, o negócio precisa não apenas dar espaço para a agilidade, mas transformar a agilidade em diferencial competitivo.
Em um mundo onde a inovação está se tornando a base para a competição, o software é peça-chave para o sucesso do negócio quando se torna alavanca para a inovação. Uma das grandes conquistas do mercado atual é justamente a busca incessante das empresas por entender as necessidades dos clientes, que não estão dispostos a esperar pela burocracia da gestão tradicional. Os resultados disso aparecem no relatório CHAOS Manifesto da consultoria StandishGroup de 2011, que mostra que o percentual de sucesso dos projetos ágeis foi de 42% contra 14% dos tradicionais. Já em relação às falhas, os projetos ágeis falharam 9% enquanto projetos Waterfall registraram 29% de falhas.
Mas o que significa um projeto ser ágil?
A agilidade requer ciclos curtos de desenvolvimento e rápido time-to-market de um produto. A diferença está na maneira de se entregar valor. No modelo tradicional, um produto só é entregue depois de 100% concluído, com todas as features planejadas. Já na gestão ágil, o produto é entregue com um mínimo de funcionalidades viáveis para que o produto possa ser testado e aprimorado de acordo com o feedback do cliente. É a valorização da comunicação de quem cria o software com quem efetivamente usa o software.
A grande barreira que os métodos ágeis ainda encontram é a cultura presente na maioria das empresas. Empresas que já iniciaram seus processos de desenvolvimento ágil de software muitas vezes são prejudicadas pela a própria política corporativa. Afinal, só é possível colocar o software rápido no mercado se o negócio for ágil.
O modelo tradicional de gestão, com ciclos longos de desenvolvimento de produto, exagera nas análises, planejamento, governança e gestão de riscos, na tentativa de prever todos os possíveis problemas futuros. O grande problema é que, quando o produto finalizado é disponibilizado para o mercado, questões de aceitação do produto pelos usuários podem aparecer. O feedback tardio dos clientes e usuários pode causar prejuízos incalculáveis.
O ágil vai contra esta corrente, colocando soluções no mercado de forma incremental para diminuir os riscos. Pense, por exemplo, no GMail com seu “beta eterno”. O foco é trabalhar em processos curtos, com mais interações dos responsáveis e, principalmente, mais confiança entre os participantes. Com os rápidos feedbacks, o conhecimento começa a fluir e a equipe passa a aprender mais, inovar e melhorar o desempenho do produto de forma mais rápida e eficaz. Neste modelo interativo, todos saem ganhando, a equipe de desenvolvedores e o cliente aprendem muito mais e mais rápido, com decisões mais inteligentes e mais próximas da realidade e necessidades do cliente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

três × 1 =

Posts relacionados

  1. Sobre a Dextra

    Somos especialistas em desenvolvimento de software sob medida para negócios digitais. Pioneiros na adoção de metodologias de gestão ágil, combinamos processos de design, UX, novas tecnologias e visão de negócio, desenvolvendo soluções que criam oportunidades para nossos clientes.

  2. Categorias

Scroll to top