Como, diabos, isso pode ser um fracasso?!?

No dia a dia dos projetos de desenvolvimento de software é comum nos depararmos com o fracasso do mesmo....

Dextra

View posts by Dextra
Somos especialistas em desenvolvimento de software sob medida para negócios digitais. Pioneiros na adoção de metodologias de gestão ágil, combinamos processos de design, UX, novas tecnologias e visão de negócio, desenvolvendo soluções que criam oportunidades para nossos clientes. A Dextra faz parte da Mutant, empresa B2B líder no mercado brasileiro e especialista em Customer Experience para plataformas digitais.
Data de publicação: 02/10/2013

No dia a dia dos projetos de desenvolvimento de software é comum nos depararmos com o fracasso do mesmo. E não importa se utilizamos a melhor das metodologias, SCRUM, XP ou mesmo o muito criticado Water-Fall.

E, mesmo que o sistema não seja propriedade nossa, seu fracasso costuma deixar “um gosto amargo na boca”, é nossa “obra” que fracassou. Até mesmo em ambientes ágeis onde entendemos que a falha é parte inerente do aprendizado… “Errar é humano, aprenda com o seu erro e não repita…”

Então é hora de encolher o ego e avaliar as causas do fracasso. Pegamos a nossa userstory para avaliarmos o que fizemos errado e após várias releituras, supreendentemente, vemos que não fizemos nada errado, está tudo conforme o planejado. A feature, segundo o cliente, executa o que foi solicitado, não tem bugs, o design está claro, tudo bem testado, a performance é surpreendente.

Quem já viveu essa situação algumas vezes já deve ter se deparado com algumas questões incomodas?

Como, diabos, aquilo pode ser um fracasso?!?

Bem, os motivos podem ser muitos, talvez os usuários não gostem e simplesmente não usem, talvez esteja tão escondido que ninguém acha, talvez gere uma informação que, na prática, “não serve pra nada”, as possibilidades são inesgotáveis, mas no fim o resultado é o mesmo.

Não sei, não. Se realmente aconteceu, como podemos evitar?

Pensando bem isso parece muito difícil, já que não conseguimos identificá-lo com facilidade, principalmente pelo grande número de possibilidades para que algo dê errado.

Mas se por um lado os fracassos possíveis são inúmeros, o sucesso tende a ser um só. Então é bem mais fácil, para não dizer psicologicamente mais positivo, olhar para a condição de sucesso ao invés de tentar evitar o fracasso.

Opa bem melhor. O sucesso neste caso é obviamente… Caramba, o que é sucesso, nesse caso mesmo?

Apesar de a pergunta ser simples, a resposta não é tão obvia como pode parecer. E para uma resposta acertiva precisamos pensar no contexto de negócio/uso do sistema ou funcionalidade, o que efetivamente trará retorno para o negócio.

O cliente ou PO já não pensa, ou deveria pensar, nisso quando fecha a userstory?

Imagino que, quando alguém propõe uma userstory tenha isso na cabeça, mas o problema é que essa informação está inacessível, às vezes até à própria pessoa. E além disso a responsabilidade pelo sucesso do projeto não é exclusiva do cliente ou PO.

Certo, o negócio é indicar o que é sucesso e como medi-lo… Uh-oh…

Se pensarmos na estrutura tradicional das userstories, podemos ver que ela indica qual o objetivo de negócio a ser atingido mas não indica, necessariamente, como medir se objetivo foi ou está sendo atingido.

Pensando nisso podemos agregar às nossas userstories a ideia das actionable metrics (característica chave de Lean Startup) explicitando numa nova sentença métricas de validação efetivas para o reconhecimento do sucesso (ou o desvio dele o mais rápido possível).

Uma ideia para isso seria uma pequena alteração na estrutura das userstories.

[Titulo da estória] 

Eu como [papel do usuário]

espero que [descrição do que deve ser feito]

com o objetivo de [descrição do objetivo de negócio]

atingido quando [métricas a serem atingidas]

Assim, é possível inferir que para reduzir a chance do fracasso de um sistema (infelizmente não acredito que seja possível zerar essa possibilidade), não podemos temer a falha mas sim ter uma visão clara do que é o sucesso e persegui-lo.

 

Dextra

View posts by Dextra
Somos especialistas em desenvolvimento de software sob medida para negócios digitais. Pioneiros na adoção de metodologias de gestão ágil, combinamos processos de design, UX, novas tecnologias e visão de negócio, desenvolvendo soluções que criam oportunidades para nossos clientes. A Dextra faz parte da Mutant, empresa B2B líder no mercado brasileiro e especialista em Customer Experience para plataformas digitais.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

13 − 13 =

Posts relacionados

  1. Sobre a Dextra

    Somos especialistas em desenvolvimento de software sob medida para negócios digitais. Pioneiros na adoção de metodologias de gestão ágil, combinamos processos de design, UX, novas tecnologias e visão de negócio, desenvolvendo soluções que criam oportunidades para nossos clientes.

  2. Categorias

Scroll to top