Inovação e Renovação: a nova agenda da TI

A cada dia nos tornamos mais digitais. Hoje, estamos sempre conectados. O termo “internet”, usado como um espaço separado...

Data de publicação: 02/03/2015

A cada dia nos tornamos mais digitais. Hoje, estamos sempre conectados. O termo “internet”, usado como um espaço separado do nosso cotidiano, está deixando de fazer sentido. A internet está no nosso cotidiano. Nossas interações digitais geram uma quantidade brutal de dados, o que chamamos de big data. Além disto, o custo das tecnologias digitais, de sensores e processadores, está caindo vertiginosamente, tornando viável a digitalização de objetos antes inanimados, a Internet das Coisas.
Com tantas transformações na sociedade, empresas têm buscado oportunidades de ampliar seus negócios através das tecnologias digitais. A inovação digital tem se tornado um imperativo estratégico em cada vez mais indústrias.
No entanto, estas iniciativas esbarram na estrutura da TI tradicional que, muitas vezes, limita a agilidade e a capacidade de inovação. Se, por um lado, as empresas têm percebido a importância de acompanhar o ritmo alucinante do mundo digital, também está claro que elas não podem se dar ao luxo de abandonar o que vem sendo feito até agora. Temos que inovar e ser ágil, mas também temos que garantir a continuidade dos negócios e a eficiência das operações.
Como sair deste dilema?
A resposta passa pela reorganização da TI em um modelo bimodal. A consultoria Gartner publicou recentemente um relatório recomendando esta reestruturação, onde dois modos de operar convivem harmoniosamente. O “modo 1” é a TI robusta e eficaz, com processos estruturados e confiáveis e o “modo 2” é a TI fluida e ágil, ideal para a criação de novos modelos de negócio.
No papel isto pode parecer fácil, mas a implantação da TI Bimodal tem exigido muito planejamento e competência dos CIOs. Um dos grandes desafios é abrirmos espaço para que uma parte do time possa fazer experimentações com as novas possibilidades que a tecnologia traz ao negócio sem ser sufocado pelas exigências da governança tradicional, mas também sem perder o foco estratégico.
Outro grande desafio é a necessidade de renovação dos sistemas responsáveis pela operação, que terão que dar suporte às novas iniciativas digitais. Este é o desafio de “trocar a turbina com o avião voando”. A TI modo 1 deve se adaptar, incorporando técnicas que tradicionalmente são usados em projetos ágeis, como testes automatizados e refactoring, abrir as aplicações em uma arquitetura de serviços, facilitando as integrações e evoluções.
A tarefa não é fácil, e o ideal é termos diferentes critérios de avaliação para as iniciativas dos dois modos, permitindo a manutenção de limites entre as suas atuações.
Nos próximos anos, a TI terá que responder a algumas perguntas críticas: Nossos times têm as competências e recursos necessários para enfrentar o desafio dos negócios digitais? A organização saberá lidar com as incertezas que as tecnologias digitais e as mudanças de comportamento trarão aos negócios?
A criação de uma TI Bimodal pode ajudar nas respostas. Este é o grande desafio que os profissionais de TI irão enfrentar nos próximos anos.

Comentários

  1. RAFAEL G R SILVA2 de setembro de 2015

    excelente texto, assim como o dos 7 passos. Uma frente interessante a se pensar é como capacitar os profissionais de ti para atuarem neste universo tecnológico bimodal.

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