A indústria de aplicativos no Brasil

No programa Brasilianas.org da TV Brasil foi discutido a indústria de aplicativos no Brasil. Somos um dos maiores consumidores...

Data de publicação: 29/09/2014

No programa Brasilianas.org da TV Brasil foi discutido a indústria de aplicativos no Brasil. Somos um dos maiores consumidores de aplicativos do mundo, sendo hoje o quinto país que mais realiza downloads desses produtos Esse setor movimenta no mundo US$ 25 bi e a previsão é que pode chegar a US$ 70 bi até 2017.

O diretor-presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação de São Paulo (Assespro-SP), Marcos Sakamoto, diz que o segmento de aplicativos é muito novo no Brasil. O volume de negócios passou a ter expressividade a partir de 2012 e está se desenvolvendo acima da média do setor de TI, que cresce acima da média das outras indústrias no Brasil.

Luis Dosso, diretor de negócios da Dextra, explica que no começo a demanda de mercado era para teste de ideias. Depois, essa visão evoluiu e hoje as empresas usam aplicativos móveis como complemento de aplicações tradicionais de negócios, possibilitando uma abrangência maior do alcance dos sistemas. Em breve os aplicativos serão a primeira plataforma para negócios.

Diego Remus, diretor da Startupi acredita que a tendência do mercado é o desenvolvimento de aplicativos que complementem o setor de serviços e ofereçam facilidades para os usuários. A vida útil desse tipo de aplicativo é maior, fica mais tempo instalado no aparelho celular. É diferente, por exemplo, de aplicativos de entretenimento, que são desinstalados mais rapidamente e trocadas pela próxima novidade. Dosso lembrou que por dia, no Google Play, entram mais de 1.000 aplicativos novos, então, se destacar nesta multidão é um grande desafio.

Um outro ponto discutido no programa do apresentador Luis Nassif foi a mão-de-obra do setor de TI no Brasil. Para nos tornarmos mais competitivos, o convidado Luis Dosso sugere que os cursos cubram conhecimentos sobre aplicativos móveis e outras tendências. Os profissionais devem estar mais capacitados a conhecer recursos de desenvolvimento, como por exemplo recursos de nuvem, interfaces gráficas e framewoks novos de desenvolvimento móvel, afirma Dosso.

Segundo Sakamonto, quando os empresários tem a oportunidade de conversar com o governo, insistem em discutir sobre a redução de custos relacionados a área fiscal. Para o diretor da Assespro, falta diálogo e ideias para ações mais estratégia e generalistas como solução dos problemas. O câmbio desfavorece a exportação de serviços para outros outros países. Uma constatação é que as empresas brasileiras são pouco competitivas comparadas a outras empresas da América Latina ou Ásia. O câmbio e o custo tributário foram os principais vilões apontados pelos convidados do programa.

E o que pode ser feito como política pública no Brasil para ajudar no mercado? Para o diretor da Dextra, os estímulos pontuais na economia tem eficiência limitada. Temos um mercado muito grande, dezenas de milhões de smartphones no Brasil. Isso naturalmente vai criar um mercado muito grande no futuro. Não precisa de muitos incentivos. O governo podia ajudar tornando os processo todos menos burocráticos, seja para abrir uma empresa ou startup, até como o sistema tributário e trabalhista é tratado no país. E isso não está relacionado apenas à redução das alíquotas, mas de tornar as coisas mais simples e ágeis, conclui Luis Dosso.

A principal preocupação de Luis Nassif está voltada para melhoria da colocação do Brasil como produtor de TIC (tecnologia da informação e telecomunicações), revertendo a movimentação deste mercado em favor do crescimento interno. Hoje, já existe uma política pública para induzir a produção nacional. Em 2013, o MCTI adotou uma lei obrigando os smartphones produzidos no país a terem no mínimo 5 aplicativos brasileiros. Em janeiro de 2014, o número subiu para 15 aplicativos, e em dezembro serão obrigatórios 50 aplicativos de empresas nacionais.  Mas essa não é a única solução para o desenvolvimento e crescimento da indústria de TI. Existem vários desafios, problemas e oportunidades.

Clique aqui e veja o debate na íntegra e as ideias discutidas pelos convidados do programa.

 

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