MVP além da priorização

Minha intenção aqui não é falar sobre MVP pela ótica de priorização de features, que é um assunto bastante...

Data de publicação: 15/06/2018
Checklist

Minha intenção aqui não é falar sobre MVP pela ótica de priorização de features, que é um assunto bastante abordado onde existem diversas técnicas de priorização a serem aplicadas, mas quero expor um outro lado desse assunto, mais ligado a saber como começar a partir de uma ideia e dar uma noção de que se pode chegar longe, bem longe.
Mas antes, vale contextualizar para fixarmos bem o que é um MVP.
MVP (Minimum Viable Product) é uma versão com o mínimo de features que pode ser colocada em produção, agregando valor para o usuário e negócio.
O que essa definição quer dizer é, um mínimo de funcionalidades que faça sentido para o seu negócio e para o usuário já pode ser colocado em produção. Essa prática não pára nessa primeira implantação, ou seja, você pode ter consecutivos MVPs entregues em produção.
Perceba abaixo a forma certa e errada pela ótica de um MVP. Da forma certa ele entrega alguma vantagem ou resolve algum problema de alguém desde a primeira versão.
A cada nova versão ele é aprimorado, corrigido e incrementado, mas se propondo a resolver algo desde a primeira versão.
MVP
Num mundo de incertezas e hipóteses, onde o mercado está em constante mudança e evolução, não podemos nos dar ao luxo de esperar construir algo até considerarmos estar “completo”, pois pode demorar o suficiente para se tornar obsoleto ou desnecessário.
Por isso estou escrevendo esse artigo, para você que tem uma mega empresa e quer lançar um produto pois tem algumas hipóteses ou acredita que ele trará ótimos benefícios ao seu cliente ou até mesmo para você que tem um escritório tão grande quanto seu quarto ou sala, que a tempos tem uma ideia para resolver um problema recorrente seu ou de uma comunidade.
Deixando as diferenças de tamanho, faturamento ou budget de lado, ninguém quer gastar tempo ou dinheiro numa coisa que pode não funcionar. Vou mostrar a seguir técnicas de MVP que algumas empresas usaram no passado que fizeram delas mega empresas.
Todas elas se baseiam no ciclo de ter uma ideia, construir, medir e aprender.
ciclomvp
Essas técnicas viabilizam:

  • Lançamento do produto
    • Com baixo custo
    • Em pouco tempo
    • Com pouco esforço tecnológico
  • Validação das hipóteses
  • Aprendizado

A seguir mostrarei 3 técnicas de MVP e cases reais de empresas que usaram essas técnicas.
 
LANDING PAGE
É nada mais que um site simples, com pouco ou nenhum desenvolvimento, onde podemos vender a idéia ou modelo de negócio sem mesmo ter criado o produto.
Oportunidade de expor o preço do seu produto e capturar interessados (leads)  e também entender sobre a procura e perfil dos interessados.
 
Case – Dropbox
Com uma landing page que explicava seu modelo de negócios e um vídeo curto com cadastro dos interessados, em 2007 eles pularam de 5k interessados na versão beta para 75k em 1 dia.
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Atualmente a empresa é avaliada em mais de $10 Bilhões e obteve em 2017 a receita de $1.11 Bilhões.
 
Case – Buffer
Em 2010, com uma landing page que explicava seu produto, foi possível validar se havia público interessado e obter o contato de quem se interessava.
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Percebendo que havia público, foi inserido na landing page o custo, para validar a hipótese se as pessoas estariam dispostas a pagar pelo produto.
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Sim! Elas estavam dispostas a pagar.
Atualmente a Buffer registra mais de 4,5 Milhões de usuários e sua receita anual supera $16 MIlhões.
 
CONCIERGE
É a prática de substituir recursos e execuções tecnológicas e automatizadas por humanos. Quando não existe total compreensão do problema é necessário uma interação maior com o cliente.
Ao mesmo tempo em que poupa desenvolvimento do produto, coloca em foco o contato com o cliente, que é primordial na prática da empatia e coleta de feedbacks.
 
Case – Case Arcade City Austin
Para superar a proibição do do Uber e do Lyft em Austin no final de 2015, um grupo de pessoas organizaram um Grupo no Facebook para colocar em contato motoristas e pessoas que usavam os serviços do Uber e Lyft.
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Atualmente esse grupo conta com mais de 39 mil membros e tem em média 5 mil publicações por mês.
 
WIZARD OF  OZ
Similar ao Concierge, o Wizard of Oz se baseia em substituir o processamento e execuções automatizadas por ações humanas, porém com o intuito de entregar ao usuário uma experiência mais fiel ao que se imagina do produto, então nesse caso, a ação humana não é visível ao cliente, que acredita que está sendo totalmente atendido por um sistema, algoritmo ou processo automatizado.
 
Case – EasyTaxi
A primeira versão em 2011 foi um site com um formulário onde a pessoa solicitava um um táxi enviando suas informações. Esses dados eram enviados aos fundadores que ligavam para as cooperativas agendando o táxi.
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Hoje o EasyTaxi está presente em mais de 30 países e conta com uma base de 400 mil motoristas e mais de 17 milhões de usuários.
 
Case Zappos
Em 1999 o fundador da Zappos, ia de loja em loja com sua câmera, registrava os pares de sapatos e publicava em seu site. Quando havia um pedido, ele mesmo voltava na loja, comprava e entregava ao cliente.
Foi comprovado que as pessoas estavam dispostas a comprar sapatos online e com a estratégia validada, houve o investimento na criação de um produto online mais completo e com estoque próprio.
Em 2008 atingiu a marca de $1 Bilhão em vendas e recentemente ela foi adquirida pela Amazon.
 
É fantástico o poder e as possibilidades que essas 3 técnicas proporcionam. Todas essas empresas citadas usaram essas técnicas para testar o modelo de negócio, avaliar se havia público e partiu de uma estrutura muito simples e barata, com baixo ferramental tecnológico, pois naquele momento o importante era entender se a ideia valia o investimento.
Mesmo começando tão simples, essas empresas foram muito, muito longe.
E você, porque não coloca aquela ideia em prática? Porque não testa com o público? Será que eles pagariam pelo seu serviço?
Para encerrar, cito apenas algumas ferramentas que aceleram a parte de criação e desenvolvimento (mesmo para os que não sabem desenvolver):

  • Typeform / Google Forms (formulário para pesquisas)
  • Mobincube (app builder)
  • WordPress (criação de site com diversas integrações)
  • Launchrock (landing page)
  • Facebook / Open Source Social Network (cópia do face)
  • Superset / Google Analytics (analytics)
  • Teachable (elearn)
  • Construct 2 (jogos 2D)
  • Backendless Codeless (APIs)
  • Dialogflow (chatbot)

 
O resumão de tudo é:

  • Tenha uma ideia
  • Crie
    • Use as técnicas de MVP
    • Use ferramentas para acelerar
  • Entregue
  • Valide suas hipóteses
  • Aprenda
  • Entregue novamente

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