Nem Marte, nem Vênus: Trazendo o CIO e o CMO de volta para a Terra

Há alguns anos foi publicado um artigo interessante analisando as diferenças entre CIOs e CMOs mostradas em uma pesquisa...

Data de publicação: 20/09/2016
Transformação Digital

Há alguns anos foi publicado um artigo interessante analisando as diferenças entre CIOs e CMOs mostradas em uma pesquisa realizada em diversas corporações. “os CIOs são de Marte e os CMOs são de Vênus”, segundo o insight dos autores.
Sem dúvida, Marketing e TI são disciplinas muito diferentes e, tradicionalmente, CMOs e CIOs abordam problemas de formas bastante distintas, para não dizer antagônicas.
O CMO cuida de atrair os clientes através de criação e de ideias novas. Para ele, as mudanças são fonte de inovação, diferenciação e de valor para o negócio. O CMO é de Vênus.
O CIO, por sua vez, tem que evitar risco, aumentar eficiência, diminuir custo, manter estabilidade. Para ele, as mudanças são fonte de risco e instabilidade para o negócio. O CIO é de Marte.
O lugar onde estas diferenças apareceram de forma mais contundente é na mobilidade. Apps de importância estratégica para o negócio têm uma complexidade técnica que exige grande conhecimento de TI. Mas ao mesmo tempo, eles são o centro da experiência do cliente, tema fundamental para o marketing.
Quem é o “dono” destas apps? Quem é o “dono” dos dados gerados? Quem avalia as ferramentas e plataformas de software necessárias, e segundo quais critérios?
A transformação do Digital mudou tudo isto! Agora, TI e marketing estão indissoluvelmente ligados. Nem um, nem outro tem a resposta completa para estas perguntas. É necessário quebrar os silos e trabalhar juntos para construir a melhor resposta. O sucesso depende da colaboração.
Olhando por este ângulo, a mobilidade deixa de ser o ponto de maior conflito para ser o local da criação de um novo mindset para o Digital, com novas formas de organização, novas habilidades, novas ferramentas. É uma excelente oportunidade para a corporação se preparar para o futuro.
Uma forma de começar esta mudança é construindo uma ponte entre as duas áreas:

  • Comece com times pequenos e interdisciplinares. Já ouviu falar no “time de 2 pizzas” do Jeff Bezos? É necessário construir confiança quebrando os esteriótipos, ouvindo e respeitando o que o outro tem a dizer. Métodos ágeis podem ajudar na formação de times de alta performance.
  • Crie uma visão compartilhada do cliente. O foco no cliente deve ser o principal motivador das discussões do time. Insights de cliente e analytics são fundamentais, o sucesso no mundo Digital requer grande capacidade de análise de dados e criatividade na sua interpretação. Design Thinking é uma ferramenta poderosa para ajudar na criação de alternativas para o cliente.
  • Tenha uma visão ambiciosa de onde chegar com o Digital, mas execute em passos pequenos. Neste novo mundo, incertezas e ambiguidades às vezes são grandes, é difícil planejar a longo prazo, o melhor é se adaptar às mudanças. A visão de um futuro possível é fundamental para dar direcionamento, mas sem engessar as possibilidades de solução e a criatividade. Lean Startup pode ajudar na disciplina de execução.

A proposta aqui não é tentar fazê-los iguais, afinal a diversidade de pensamentos e modos de ver o mundo é essencial para a inovação. Mas criar os caminhos para trazer Marcianos e Venusianos para o mesmo mindset e com isto ajudar a corporação no seu caminho para o futuro de crescimento e lucratividade.

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