O que é Gamification?

Afinal, o que é gamification (ou gamificação)? Você provavelmente já deve ter ouvido falar nessa estratégia que incorpora o...

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Somos especialistas em desenvolvimento de software sob medida para negócios digitais. Pioneiros na adoção de metodologias de gestão ágil, combinamos processos de design, UX, novas tecnologias e visão de negócio, desenvolvendo soluções que criam oportunidades para nossos clientes. A Dextra faz parte da Mutant, empresa B2B líder no mercado brasileiro e especialista em Customer Experience para plataformas digitais.
Data de publicação: 26/08/2013
gamification

Afinal, o que é gamification (ou gamificação)? Você provavelmente já deve ter ouvido falar nessa estratégia que incorpora o conceito de jogos às rotinas organizacionais. Somos dotados de uma característica competitiva, e essa necessidade de demonstrar capacidade para superar desafios é o que torna a gamificação tão bem-sucedida.

Com alguns conceitos de game design inseridos em um contexto mais funcional para as empresas — um site institucional ou uma aplicação mobile disponibilizada aos clientes, por exemplo —, é possível melhorar o engajamento do usuário, a usabilidade de recursos e, com isso, ampliar o número de consumidores fiéis.

Se você quer entender o que é gamificação, como ela pode ser benéfica para o seu negócio e como implementá-la, continue a leitura deste post!

Afinal, o que é gamificação?

Iniciado por Charles Coonradt em seu livro “The Game of Work”, o conceito foi difundido com o intuito de responder a perguntas como “Por que pessoas pagam para jogar nas horas vagas se poderiam receber para jogar em seus empregos?”.

Por meio de requisitos como objetivos bem definidos, visualização facilitada dos resultados, feedback constante, liberdade para escolher métodos de avaliação e treinamento consistente, a teoria se tornou funcional no ambiente de trabalho e agora é usada para:

  • aumentar produtividade;
  • realizar treinamentos e disponibilizar conhecimento de forma lúdica;
  • estabelecer metas e objetivos;
  • mensurar resultados alcançados;
  • avaliar recursos necessários para implementar novos projetos;
  • efetivar o engajamento de equipes e uma disputa saudável no ambiente de trabalho;
  • obter dados para embasar tomadas de decisão — preferências de consumo dos clientes, motivação de colaboradores, eficácia de processos, entre outros.

O sucesso da estratégia, que usa preceitos lúdicos e psicológicos para estimular o aprendizado e a colaboração das equipes de trabalho, pode ser atestado pelo fato de que, no final, o jogador recebe uma recompensa, ponto determinante para a liberação de dopamina no cérebro, um neurotransmissor que, além de regular a percepção do prazer e aumentar o impulso de repetição da ação, desencadeia efeitos como:

  • aumento de foco para realizar tarefas rotineiras;
  • melhora no tempo de resposta aos nervos ópticos;
  • ajuda na identificação de informações de outras áreas cerebrais;
  • aumento do instinto de vigília;
  • combate à anedonia;
  • estímulo a criatividade e extroversão;
  • impulsionamento de interações sociais.

Para o ambiente de trabalho, esses aspectos configuram maior capacidade de lidar com problemas e agir em equipe. Além disso, essa repetição de ações em busca de recompensa é um processo similar ao do vício, que cria oportunidades para que os colaboradores aumentem sua produtividade e outros fatores motivacionais — reduzindo taxas de turnover, por exemplo. Clientes também podem estreitar relações com suas marcas preferidas — o que, para a empresa, minimiza índices de churn.

O gestor pode criar um programa de pontuação para aumentar a fidelidade de seus clientes: quanto maior o consumo e a frequência de uso de seus produtos ou serviços, maiores serão as premiações (descontos, brindes, exclusividade em promoções, entre outros).

Pode, ainda, coletar dados de experiências de consumo em pontos de venda ou sites estratégicos (de maior visibilidade e engajamento de usuários), premiando aqueles que fornecerem dados pessoais em landing pages, por exemplo.

O Waze é um exemplo de aplicativo que recompensa motoristas que informam ocorrências no trânsito em tempo real. Além de estimular a colaboração, para reduzir investimentos necessários em pesquisas e obtenção de dados, o sistema melhora o nível de informação disponibilizada aos seus usuários.

A marca Red Bull também utiliza a gamificação em campanhas de publicidade, para impulsionar suas vendas por meio de sorteios de brindes e distribuição de prêmios aos consumidores que compartilham fotos em que demonstram o consumo do energético, principal produto da empresa, em suas redes sociais.

Como aumentar o engajamento por meio da gamification?

Atraídas por um marketing agressivo acerca dessa buzzword, muitas aplicações esquecem elementos-chave que compõem a base de conhecimento da gamification e inserem funções básicas que são clichês nas gamified apps: barras de progresso a serem preenchidas, rankings para escalar etc.

O objetivo, como em qualquer jogo, é remeter para uma sensação de vitória que, em longo prazo, não terá muito valor se houver facilidade ou se não apresentar um objetivo claro e específico. No geral, metas fáceis afastam usuários que se sentem subestimados pela aplicação.

Obviamente, não é necessário transformar a aplicação no novo World of Warcraft. Será preciso apenas gamificá-la por meio de três etapas: validação, completude e prêmios.

A validação pode ser efetivada por meio de número de curtidas, volume de retweets, quantidade de seguidores, entre outros indicadores-chave de desempenho (KPIs — Key Performance Indicators) que demonstram o quanto a aplicação pode se popularizar e se tornar referência para validar todos os benefícios buscados.

O LinkedIn, por exemplo, usa barras de progresso para aumentar o engajamento e incentivar o preenchimento completo do perfil dos seus usuários. Já o GlassDoor melhora a experiência do usuário com maior usabilidade e concede privilégios à medida que são conquistados pontos, medalhas ou troféus (badges do FourSquare ou do StackOverflow, por exemplo).

Quais resultados são esperados em ações de gamificação?

Destacamos algumas vantagens com a implementação desse método.

Estimula uma competição saudável entre membros da equipe

Todos os envolvidos, por sua característica nata de competitividade e autossuperação, são motivados a se manter na dinâmica e melhorar seu desempenho até o alcance dos objetivos delimitados.

Isso favorece estratégias de aumento de produtividade e o estabelecimento de metas coletivas e facilita a escolha de perfis mais adequados para assumir cargos de maior responsabilidade e a observação das reações dos usuários em diferentes cenários.

Atua como fator motivacional

Isso acontece porque, no método de gamificação, os colaboradores podem verificar, por meio de doses diárias de neurotransmissores, o aumento de sua autoestima, um sentimento constante de conquista de objetivos, autoconfiança acerca de suas aptidões e o progresso no processo de aprendizagem. Essa busca para que os limites sejam superados vai agregar valor ao negócio, pois converge mais pessoas para um mesmo objetivo.

Possibilita avaliar o desempenho dos profissionais e promover conhecimento

Feedbacks acerca do desempenho dos envolvidos podem ser recebidos em tempo real e embasar ações que potencializem os resultados. Evoluções e conquistas podem ser mais bem observadas, falhas são facilmente corrigidas e novas competências são adquiridas.

Isso, porque o ensinamento prático pode ser promovido com mais facilidade, já que, com ludicidade, a possibilidade de engajamento no aprendizado é maior, dados para melhorar a eficácia da estratégia são coletados mais facilmente, a resistência dos usuários é minimizada, além de integrar os envolvidos em plataformas virtuais, o que garante maior participação de equipes geograficamente distantes.

Quais os maiores desafios para implementar essa estratégia?

O principal desafio na implementação da estratégia de gamification está na dificuldade de mudança da cultura organizacional, muitas vezes voltada para a valorização quantitativa, e não qualitativa dos profissionais.

Gestores precisam se precaver para não julgar os envolvidos apenas por números apresentados nos resultados, mas também pela sua capacidade de enfrentar problemas reais.

O ambiente corporativo deve percorrer um longo caminho até se adaptar a essa tendência, pois, apesar da necessidade de otimizar resultados com inovação, é preciso desenvolver estratégias alternativas para manter as equipes de trabalho motivadas e engajadas.

O envolvimento de toda a equipe é essencial, entretanto, o método, apresentado na forma de aplicações, por exemplo, não deve ser entendido como ferramenta de entretenimento, já que esse tipo de distração pode efetivar a redução da produtividade.

Existe uma linha tênue entre ociosidade e produtividade que pode ser combatida com ações que interfiram nos padrões culturais da empresa. Essa questão conceitual pode ser trabalhada junto aos envolvidos a partir do processo de ideação, por meio do design thinking.

Outra questão está na motivação dos líderes de equipe, que não devem ser negligentes com o grupo caso ocorra alguma interferência no processo. Esse planejamento é essencial para evitar falhas em sua execução.

Logo, saber o que é gamificação não é suficiente. É preciso criar um programa fácil o bastante para motivar os mais preguiçosos, mas difícil a ponto de não desmerecer os mais engajados, garantindo que a recompensa desenvolva progressivamente o nível de competitividade dos envolvidos e crie um loop de compulsão, que justifique a busca por dopamina, ao mesmo tempo em que os usuários desenvolvem novas habilidades e aprendizado cognitivo.

A produtividade conquistada por meio da implementação de estratégias de gamificação mantém os resultados do negócio, pois estimula a cooperação e a busca constante por qualidade no ambiente de trabalho.

Apesar de ser uma maneira bem interessante de garantir esses benefícios, não deve ser inserida de forma forçada, apenas para engajar usuários em qualquer aplicação. A pergunta que fica é: será que faria sentido aplicá-la a todos os projetos?

Agora que você entendeu de vez o que é gamificação, tente aplicar a estratégia ao seu negócio e compartilhe este artigo e seus resultados em suas redes sociais!

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Comentários

  1. André Valenti27 de agosto de 2013

    Boa explicação, Thiago!
    Fuçando na Wikipédia outro dia, caí no artigo desse assunto: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ludifica%C3%A7%C3%A3o. Achei muito boa essa tradução para o termo!

    Responder
  2. André Valenti27 de agosto de 2013

    Ah, eu ludifiquei minha última aula de Segurança de Sistemas, e deu um bom resultado! Fiz um joguinho cujo objetivo era fazer compras. Usava-se uma criptografia básica para cifrar informações de um cartão de crédito. Como o criptossistema era frágil (usava Cifra de César), era fácil de quebrar. Aí algumas pessoas começaram a comprar usando o cartão das outras!
    O objetivo da brincadeira era esse mesmo: oferecer aos alunos a possibilidade prática de quebrar um sistema. O jogo foi uma maneira de motivar o raciocínio sobre o assunto e motivar a execução da tarefa, já que havia um objetivo claro e uma recompensa – ser o vencedor.
    O código ainda está em evolução e está disponível aqui: http://github.com/awvalenti/corridapatrimonial

    Responder
  3. Thiago Oliveira28 de agosto de 2013

    Fala André, tudo certo?
    Verdade, Ludificação ficou uma tradução muito boa (sempre achei que tinha algo errado com “gamificação”, mas ainda não sabia o quê…)
    No geral, eu só tinha visto o uso de gamification para motivar tarefas do dia-a-dia, ambientes de trabalho, ou aplicativos e sites (o exemplo mais comum).
    Achei muito legal essa sua ideia de ludificar uma aula pra torná-la mais interativa. De fato o que precisamos lembrar é de criar os pontos de motivação para a atividade, e focar no engajamento das pessoas.
    Eu com certeza iria curtir esse exercício e tentar ficar em primeiro lugar no ranking da turma!
    Obrigado por compartilhar a sua experiência e o repositório com o código usado nessa aula 🙂

    Responder

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