Entenda os benefícios do Open Banking

Você está plenamente satisfeito com a internet banking da instituição da qual é correntista? Já teve que problemas ao...

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Somos especialistas em desenvolvimento de software sob medida para negócios digitais. Pioneiros na adoção de metodologias de gestão ágil, combinamos processos de design, UX, novas tecnologias e visão de negócio, desenvolvendo soluções que criam oportunidades para nossos clientes. A Dextra faz parte da Mutant, empresa B2B líder no mercado brasileiro e especialista em Customer Experience para plataformas digitais.
Data de publicação: 03/12/2019
O open banking vai mudar a forma como encaramos as transações bancárias. Tudo o que você precisa saber sobre este novo modelo negócio está aqui!

Você está plenamente satisfeito com a internet banking da instituição da qual é correntista? Já teve que problemas ao solicitar empréstimos após ter trocado de banco? Acha complicado ter diversos aplicativos para acompanhar seus investimentos? Se você respondeu sim à maioria das perguntas, saiba que a ideia do Open Banking pode, e vai, mudar completamente a sua realidade — para melhor, é claro!

Com a revolução industrial 4.0, somos constantemente bombardeados por inovações em diferentes campos, inclusive no financeiro. Um grande exemplo são as fintechs, que proporcionam mais autonomia às pessoas e promovem diversos modelos de negócio. Continue com a leitura e entenda mais sobre o assunto!

O que é o Open Banking?

O Open Banking é um modelo de negócio baseado na premissa de que os dados bancários são dos clientes, não das instituições. “Isso faz com que as instituições tenham que deixar essas informações abertas para as outras. Até porque, esse material não é de propriedade do banco e, sim, do cliente”, explica Renan Rossi, que é especialista em soluções digitais na Dextra.

Ou seja, outras instituições podem ter acesso aos dados dos clientes para otimizar suas operações financeiras. “O banco terá que fazer uma camada de comunicação com outras instituições, cedendo a chance de consultar o extrato de um correntista, visualizar seus dados pessoais e até fazer transferências no futuro”, afirma o especialista.

Essa possibilidade se deve às APIs abertas — sigla em inglês para interface de programação de aplicações. Com isso, novos modelos de negócio podem surgir, transformando um mercado que até então é bastante fechado e tradicional.

Quais são as vantagens do Open banking?

Com o Open banking, você, como correntista, passa a ser mais empoderado, sem precisar ficar preso às regras de uma determinada instituição financeira. Veja a seguir as principais vantagens desse modelo.

Experiência do usuário facilitada

Uma vez que você não é mais dependente de uma instituição, não precisa ter que lidar com uma internet banking de baixa qualidade, pois poderá recorrer a alternativas mais completas e com melhor usabilidade. “O Open banking permite que as pessoas participem de um ecossistema de aplicações independentes criadas por desenvolvedores que facilitam muito as transações”, diz Renan Rossi.

Na prática, você pode contar, por exemplo, com um aplicativo centralizado que mostre seu empréstimo em uma instituição, sua poupança em outra, sua conta corrente em uma terceira e assim por diante. Consegue, ainda, agrupar os investimentos de renda fixa de um banco com as ações de uma corretora etc.

Por fim, há a facilidade de obter seu score para realização de empréstimos. Isso porque seu histórico de transações estará disponível para visualização de todas as instituições financeiras, evitando o transtorno de recorrer a um bureau de crédito para confirmação da sua pontuação e posterior liberação de créditos.

Competição mais acirrada

As grandes instituições bancárias no Brasil enfrentam pouca competição, fato que tem mudado aos poucos com os bancos digitais. Porém, a partir das novas soluções criadas com o Open banking, a disputa se acirra. Como resultado, novos produtos, mais funcionais, devem chegar ao mercado, beneficiando os clientes.

Menores custos

As APIs abertas, citadas acima, viabilizam a existência de sistemas integrados. Como vantagem, torna-se possível cortar intermediários, dando origem a processos mais eficientes e menos custosos.

Que novos modelos de negócio podem surgir?

O Open banking oferece uma infinidade de cenários quanto à flexibilização de operações financeiras. Na prática, isso pode gerar modelos de negócio variados para fintechs e desenvolvedores em geral. O maior exemplo são as redes especializadas em juntar o melhor de cada banco para os clientes.

Além disso, poderão ser realizadas transações pelas redes sociais. “Você faria consulta de seu saldo ou transferência direto pela sua rede social favorita”, exemplifica o especialista — o que pode beneficiar o e-commerce, por exemplo, dispensando inclusive o uso do cartão.

Existe algum risco?

É preciso esclarecer que os riscos advindos com o Open banking são os mesmos que existem hoje ao trocar dados na internet de um modo geral. Isso acontece quando desenvolvedores deixam brechas de segurança em sites ou aplicativos.

“Isso pode até aumentar por haver mais aplicações em uso. Mas, quando se opta por boas práticas de desenvolvimento, não existem contratempos de segurança”, sinaliza o especialista da Dextra.

Renan ainda destaca uma situação que merece atenção. Imagine que o seu banco liberou uma informação e um desenvolvedor terceiro fez uma aplicação para consulta dos dados que acabou sendo hackeada. Nesse caso, quem deve ser responsabilizado: o banco ou o terceiro? Isso precisa ser avaliado com cautela, sendo que o governo deve criar regulamentações para proteger o usuário final.

Como está a regulamentação no Brasil?

As conversas sobre o sistema de Open banking já existem em nosso país, mas ainda não há data uma exata para que as regulamentações sejam feitas. A expectativa é de que, em 2020, surja um calendário de discussões desse fórum.

“Hoje, algumas ações já acontecem — por exemplo, o Banco do Brasil tem um acordo com a ContaAzul”, aponta Renan. Na prática, a integração da ContaAzul ao BB torna viável oferecer diversas possibilidades aos usuários da solução. Por exemplo, resolver rapidamente em uma manhã conciliações bancárias que levavam mais de quatro dia.

Como você pôde ver, o Open banking traz mais poder aos usuários diante das instituições financeiras, uma vez que eles passam a ter, de fato, posse de seus dados bancários. E não para nisso: com as inovações tecnológicas, os produtos digitais adquirem maior valor, gerando inúmeras oportunidades aos desenvolvedores e mais facilidade aos usuários.

Essa transformação no meio financeiro será um caminho sem volta. Caso os bancos convencionais sigam persistindo na centralização de dados, serão impactados negativamente e perderão a posição que ocupam hoje no mercado.

Está ansioso para usufruir de todos os benefícios do Open Banking? Para encarar essa mudança, é preciso que esteja bem informado sobre os novos passos da revolução digital. Assine nossa newsletter e receba conteúdos como esse em primeira mão, diretamente em seu e-mail!

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