Processo de Responsabilidade – Como encaramos quando as coisas dão errado

Assumir a responsabilidade pelas coisas que acontecem conosco é uma das primeiras lições que precisamos aprender, se quisermos realmente...

Data de publicação: 19/11/2013

Assumir a responsabilidade pelas coisas que acontecem conosco é uma das primeiras lições que precisamos aprender, se quisermos realmente começar a dirigir nossas próprias vidas.

Porém, por mais simples que possa parecer esta afirmação, o caminho até lá não é nada fácil.
Foi com isto em mente que o consultor Christopher Avery criou o que ele chamou de “Responsibility Process”.
Baseado em diversas pesquisas feitas sobre liderança e responsabilidade, ele analisou como evolui nosso pensamento, sempre que nos deparamos com algum problema em nossas vidas.

Estudando isto, Avery percebeu que quase todos nós passamos por 5 estágios, até conseguirmos realmente assumir a responsabilidade sobre uma situação:

  1. Negação – a primeira tendência, natural do ser humano, é negar o problema. Se é possível “esconder”, ou “não enfrentar” uma situação, muitas vezes este é o caminho escolhido. É fácil perceber que este tipo de atitude não leva muito longe, mas também não é difícil encontrar pessoas agindo exatamente assim.

  2. Culpar o outro – quem lida com crianças já cansou de viver esta situação, onde numa brincadeira algum problema acontece e só conseguimos ouvir um coro de vocês apontando uma para as outras e dizendo “foi ele”. Mas o mais interessante é observarmos quantas vezes nós mesmos fazemos isto, e nos pegamos acreditando que o problema do nosso trabalho “é do nosso chefe”, ou “do cliente” ou ainda “daquele colega de trabalho que não entende nada”.

  3. Justificar – se conseguimos perceber que o problema realmente tem uma origem em atitudes nossas, a atitude mais comum é justificarmos nossa ação em um conjunto de fatores externos. Ou seja, esta atitude também coloca o problema fora da gente, e a única diferença é que a colocamos em alguma situação externa, ao invés de em outra pessoa. Assim, o problema aconteceu “por que eu estava muito atarefado”, ou “por que eu não tinha a informação/ajuda/material necessário”, e por aí vai…

  4. Vergonha – a próxima etapa costuma ser a vergonha. Aqui já percebemos que realmente poderíamos ter feito mais ou melhor, e o sentimento natural é nos envergonharmos. Pode ser uma etapa natural, e o mais importante é não pararmos aqui – apenas “ter vergonha” de um erro não vai nos ajudar a evoluirmos e nos tornarmos melhores.

  5. Obrigação – o primeiro nível onde assumimos a questão de realmente fazermos algo a respeito de uma questão é a obrigação. Nesta etapa estamos nos propondo a tomar uma ação, porém ela sentida como uma obrigação que fazemos para os outros, e não para nós mesmos. E a característica fundamental deste tipo de atitude é que vamos nos esforçar “o mínimo necessário” para a tarefa em questão. Pense em uma matéria da faculdade que você não gostava, mas se sentiu obrigado a estudar para passar. Você realmente aprendeu algo lá? Tem orgulho do seu desempenho lá? Desfrutou de prazer no curso?

  6. Responsabilidade – quando realmente assumimos que somos responsáveis por algo, e nos dedicamos de coração à uma tarefa, não existe limite para o nosso desempenho. Neste estágio estamos realmente aptos a realizar mudanças profundas tanto em nós mesmos quanto nos outros, e temos as portas abertas para o verdadeiro crescimento. É atuando neste estágio que também vamos encontrar as maiores realizações na nossa vida. Pense em algo que você fez que sinta orgulho. Isto aconteceu sem que você tenha realmente se dedicado, e assumido a responsabilidade de “fazer acontecer”?

Avery classifica todos estes estágios como “estados mentais”, e ressalta que a diferença entre cada um deles não está na situação em si, mas em como nós as encaramos. E para evoluir nesta escala, ele nos dá também algumas dicas:

  • Intenção – qualquer processo de mudança precisa começar com uma decisão pessoal de mudar! Não espere que ninguém faça isto por você, pois isto simplesmente não é possível. Ou seja, a pergunta aqui é se você realmente se importa com a situação, e se quer influenciá-la.

  • Conscientização – saber que existem estes estágios, e começar a prestar atenção na sua própria atitude, buscando perceber em que estágio você se encontra em cada situação é o próximo passo

  • Confrontação – uma vez que você percebe onde está, pode fazer um esforço consciente para desafiar sua própria percepção – Será que o problema é realmente do outro? Não existe nada mais que eu possa fazer? Existe outra forma de abordar a questão?

 

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