Desmistificando os testes exploratórios

No geral, as pessoas subestimam os testes exploratórios: “Ah, Teste Exploratório… aquele tipo de teste que o testador faz...

Data de publicação: 05/12/2016
testes exploratórios

No geral, as pessoas subestimam os testes exploratórios:
“Ah, Teste Exploratório… aquele tipo de teste que o testador faz um monte de coisa sem sentido, aleatória, certo?”
Errado! Pelo menos não deveria ser assim :).
O teste exploratório pode ser uma ferramenta poderosa de teste, dependendo de quem está testando e da abordagem utilizada.
Você já se perguntou por que, muitas vezes, mesmo depois dos testes da equipe do projeto e depois dos testes da pessoa ou time responsável  por liberar o sistema para o cliente, este último encontra bugs importantes em menos de meia hora de exploração?
Exploração, isso mesmo! Ele faz teste exploratório. Está entendendo onde queremos chegar? 😉
Partindo disso, você sabia que existe diferença entre testes exploratórios ad-hoc e testes exploratórios estruturados?
Enquanto o primeiro é simplista, o segundo é mais sofisticado.
Para os testes ad-hoc, não há nenhum planejamento nem estrutura. Executando os testes assim, os defeitos são encontrados por “acidente”.
Os testes exploratórios estruturados, como o próprio nome diz, possuem uma estrutura e planejamento. Nesse tipo de teste, os defeitos são achados através de exploração de áreas definidas .
É necessário fazer um planejamento, por mais simples que seja, porque há infinito número de combinações de cenários e estratégia de testes e, portanto, devemos escolher como gastar o tempo de testes do projeto.
Segue um modelo de estrutura de testes exploratórios, também chamado de charter:
Missão: (qual parte do sistema testar)
Áreas a serem testadas: (vulnerabilidades)
Nome do testador:
Duração: (para a execução do teste)
Notas de Teste ( “parte scripted”)
Bugs:
Sugestões de Melhoria:
A ideia é utilizar o charter a cada rodada de teste, utilizando sempre as últimas anotações do último teste executado para incrementar o próximo. Por exemplo, se eu sei que para aquela área ocorreu um bug na primeira rodada de testes, eu posso executar o mesmo cenário para garantir que o bug não existe mais ou que não houve regressão. Assim, chegamos à definição de teste exploratório:

Teste exploratório é um estilo de teste no qual você explora o software enquanto, simultaneamente, escreve e executa os testes usando o feedback do último teste para executar o próximo.

Isto é, você planeja, escreve os casos de teste e executa ao mesmo tempo, otimizando o tempo destas atividades.
O teste exploratório estruturado descreve a intenção dO QUE deve ser testado e não COMO o teste deve ser realizado.
E por falar nisso: e os clássicos casos de teste passo-a-passo? Seria o fim? Para ter certeza disso, responda às seguintes perguntas:

  • No seu projeto, há pouca incerteza em relação aos requisitos?
  • A necessidade de eficiência e confiança vale o esforço de criação e manutenção dos passos?
  • A manutenção de documentação e testes é algo que agrega valor para o projeto?

Se você respondeu sim a qualquer uma das 3 questões acima, então: sim, os casos de teste passo a passo são válidos para o seu projeto. Mas, mesmo nesse caso, vale lembrar que os testes exploratórios podem complementar, extrapolando os cenários dos testes passo-a-passo.
No início deste artigo, temos a seguinte declaração:
O teste exploratório pode ser uma ferramenta poderosa de teste, dependendo de quem está testando e da abordagem utilizada.
Se podemos dizer que o teste exploratório tem alguma desvantagem, é que esta técnica depende muito da experiência do testador. Então, colocar uma pessoa inexperiente para testar um sistema cheio de regras de negócios utilizando a técnica de testes exploratórios, pode ser arriscado.
E quanto à abordagem utilizada? Agora que já sabemos o que é o teste exploratório, podemos conhecer algumas ferramentas, além do charter, que podem nos ajudar a fazer testes exploratórios no dia-a-dia. Para isso, aguardem os próximos artigos ;).

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