Você faz a sua parte na sua motivação?

Existe um vídeo muito bom de Dan Pink no TED sobre como é constituída a motivação e como ela...

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Somos especialistas em desenvolvimento de software sob medida para negócios digitais. Pioneiros na adoção de metodologias de gestão ágil, combinamos processos de design, UX, novas tecnologias e visão de negócio, desenvolvendo soluções que criam oportunidades para nossos clientes. A Dextra faz parte da Mutant, empresa B2B líder no mercado brasileiro e especialista em Customer Experience para plataformas digitais.
Data de publicação: 04/11/2015
Motivação

Existe um vídeo muito bom de Dan Pink no TED sobre como é constituída a motivação e como ela afeta o tipo de trabalho que fazemos no século XXI. Ele cita como o tipo de trabalho vem mudando do típico trabalho manual e repetitivo do começo do século passado para um trabalho criativo, visto que a maioria dos trabalhos repetitivos atualmente estão sendo automatizados. Nesse cenário, o antigo sistema de “carrots and sticks” (motivações extrínsecas) não funciona como motivação, pelo contrário, muitas vezes atrapalha e faz mal para a motivação das pessoas. No vídeo ele mostra exemplos de quando isso funciona e quando não e em seu livro – Drive: The Surprising Truth About What Motivates Us – Dan explica com mais detalhes, demonstrando os estudos que compravam sua ideia, de que as empresas precisam mudar, existe um abismo entre o que a ciência sabe e o que as empresas fazem para motivar seus funcionários. A conclusão que Dan demonstra é que nossas motivações se baseiam em 3 partes e 1 premissa que precisam ser saciadas para que possamos nos sentir motivados, seja no trabalho ou em qualquer outro tipo de tarefa ao qual nos propusermos a fazer. A premissa, apesar de solitária, é sobre um assunto muito importante para todos que vivemos no mundo atual, dinheiro. O conselho de Dan para as empresas é muito simples, pague um salário justo e pouco acima da média, para que dinheiro não seja um problema para seus funcionários:

“The best use of money is to take the issue of money off the table” – Dan Pink

As 3 partes que temos que saciar para sermos motivados são:

  • Autonomia. Pessoas precisam de autonomia sobre suas tarefas (o que eles fazem), tempo (quando eles fazem), time (com quem eles fazem) e técnica (como eles fazem).”
  • Maestria. Enquanto a motivação 2.0 (motivações extrínsecas) estimulava conformidade, motivação 3.0 (motivações intrínsecas) estimula comprometimento. Somente o comprometimento pode gerar maestria – se tornar melhor em algo que importa.”
  • Propósito. Humanos, por natureza, procuram propósito – fazer uma contribuição e fazer parte de uma causa maior e mais duradoura do que nós mesmos.”

Os 3 aspectos são importantes e se complementam, mas na grande maioria dos trabalhos atuais, normalmente, eu vejo apenas 2 (autonomia e propósito) sendo fornecidos pelas empresas e/ou clientes para os quais trabalhamos. Mesmo em uma empresa perfeita, onde temos toda a autonomia da qual necessitamos e todo o nosso trabalho serve a um propósito maior no qual acreditamos, ainda nos faltaria a terceira parte da nossa motivação, a maestria. E essa, podemos ter auxílio externo mas apenas nós mesmos podemos nos dar a condição de maestria em algo. Alcançar a maestria, em qualquer coisa, não é uma tarefa fácil mas no mundo de TI temos a vantagem de ter todas as ferramentas das quais necessitamos de maneira simples e de fácil acesso. O caminho para a maestria passa por alguns tópicos:

  • Maestria é um mindset – Primeiro de tudo, precisamos alinhar nosso mindset com a busca pela maestria. Nossa inteligência não é fixa desde quando nascemos até a hora da morte, ela se desenvolve e se molde de acordo com nossas conquistas e decepções. Nossa visão da inteligência precisa estar alinhada com isso. Não podemos acreditar que só porque não somos bons em algo hoje, nunca seremos. Maestria é algo que se conquista, não que se ganha. Um ótimo post sobre a mudança de mindset é esse Fixo vs Crescimento.
  • Maestria é dor – O caminho para a maestria não é rodeado de flores. Não é simples, não é sem percalços, existem pedras no caminho. Passar por esses momentos difíceis e sair fortalecido do outro lado fazem parte do aprendizado. Andar de bicicleta, quem nunca caiu enquanto aprendia (e mesmo depois de aprender), e aquela figura (mãe, pai, tia(o), avó(ô)) sempre nos falando para levantar e tentar novamente. É o mesmo princípio.
  • Treino infinito – Maestria é uma assíntota. Essa é a definição do próprio Dan em seu livro. Em poucas palavras, assíntota é uma linha em um gráfico que possui uma curva que se aproxima mas nunca encosta na linha. Em resumo, maestria é um objetivo inalcançável. Não importa o quanto você treine, aprenda e suporte a dor do caminho, nunca podemos saber absolutamente tudo sobre alguma coisa. Conforme-se com isso. O quanto antes melhor, evita uma obsessão doentia por algo que não pode ser alcançado. Isso não é para ser desmotivador, apenas para alertar que precisamos aprender sempre e ao mesmo tempo sempre teremos algo para aprender. A enorme vantagem disso é que não existe estagnação, enquanto mantivermos nosso mindset na forma correta, superarmos as dores e continuar treinando, sempre seremos melhores no que fazemos.

Ficou confuso? Não sabe bem por onde começar? Particularmente eu gosto de aprender lendo livros técnicos (atualmente estou lendo The Pragmatic Programmer), gosto de participar de eventos (inclusive organizando quando possível), escrevendo (pode ser post em blogs, textos no Facebook, Medium) e praticando, fazendo pet projects ou apenas praticando com exercícios de dojo.
Certamente não é um caminho fácil mas, como profissionais de TI, temos que aproveitar as vantagens da nossa área, nosso acesso facilitado à informação e ferramentas de estudo. O conhecimento adquirido no caminho para a maestria será sempre nosso, será sempre útil, seja em entrevistas, eventos, conversas com outros profissionais e mesmo no nosso dia-a-dia com clientes e colegas de equipe.

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